Autor: deivid.bitti

  • CLOUD COMPUTING E O SEU PAPEL NAS EMPRESAS

    A Cloud Computing (ou computação em nuvem) assumiu um papel fundamental nas empresas e, não à toa, é constantemente citada, nos últimos anos, como uma tendência irreversível no mercado de TI. Isso porque a tônica de eficiência operacional tem dominado a gestão de negócios e a dinâmica de fazer mais com menos está deixando o campo do discurso e entrado para a prática, graças às facilidades da nuvem.

    Uma das características que justificam a expansão da Cloud é o fato de democratizar o acesso à tecnologias de ponta e ao que há de mais moderno e seguro no mercado tecnológico. Então, independentemente do tamanho da empresa e do seu ramo de atuação, a nuvem terá soluções adequadas para cada necessidade.

    Isso é resultado da consolidação da era digital, baseada no uso da internet para manter pessoas, dispositivos e empresas conectados todo o tempo. A revolução trazida foi tão expressiva, que não é incomum ler artigos e estudos que se referem à nuvem como um divisor de águas na forma como empresas e clientes se relacionam.

    No campo pessoal, o contexto em que a Cloud se faz mais presente é no acesso a e-mails e redes sociais. No mundo empresarial, essas funcionalidades também são utilizadas, mas o foco principal é o uso de recursos para viabilizar o negócio.

    Neste post, serão apresentados os principais conceitos que envolvem a Cloud, bem como os principais usos. O objetivo é demonstrar a administradores e empreendedores que é possível incrementar a governança da área tecnológica e oferecer às áreas de negócio um valor diferenciado.

    Com a nuvem, benefícios serão capturados em termos de redução de custos e de riscos, além de mais agilidade e produtividade nas tarefas, que passam a ter um perfil mais automatizado e menos suscetível a falhas.

    Siga a leitura deste artigo e perceba como a nuvem pode ser um fator decisivo para um melhor posicionamento do negócio, especialmente aqueles que não contam com infraestruturas robustas de TI, mas que nem por isso abrem mão de fazer uso de serviços de qualidade e de oferecer níveis satisfatórios de excelência ao seu cliente. Boa leitura!

    1. CONCEITOS TÉCNICOS

    A Cloud Computing não é mais um termo da moda nem algo acessível apenas ao linguajar técnico. Conceitualmente, a nuvem é um modelo de uso integrado e compartilhado de recursos tecnológicos, oferecidos por provedores no mercado.

    Na prática, tanto infraestrutura de TI como softwares são oferecidos em plataformas virtuais por terceiros e as empresas clientes contratam serviços, como armazenamento ou processamento de dados. Outra possibilidade é o uso de sistemas on-line, em substituição à necessidade de desenvolvimento interno ou aquisição de soluções.

    Para facilitar o entendimento desse novo paradigma, alguns conceitos precisam ser explicados. Confira a diferença entre alguns termos e siglas que sempre aparecem quando o assunto é Cloud Computing.

    SOFTWARE AS A SERVICE (SAAS)

    Essa é uma das formas mais utilizadas de contratação de nuvem e o produto em jogo é o uso de sistemas disponibilizados por terceiros em plataformas on-line.

    Exemplos clássicos são os softwares de gestão, acessados pela internet por usuários cadastrados e devidamente autorizados, para controlar vendas, relacionamento com clientes, logística, contabilidade, desempenho do negócio.

    O pagamento pelos serviços ocorre a partir de modelos de cobrança por pacotes mensais ou por acessos.

    INFRASTRUCTURE AS A SERVICE (IAAS)

    É uma modalidade de oferta de recursos de hardware que resolve um problema enfrentado principalmente por pequenas e médias empresas: o acesso à tecnologia de primeira linha.

    Contar com um parque tecnológico de última geração é o sonho de todo negócio, mas é para poucos. Equipamentos são caros e a manutenção deles também. Além disso, manter pessoal especializado para executar as tarefas que tornam a infraestrutura viva onera bastante o orçamento.

    Nesse tipo de serviço, a empresa contrata o uso de capacidade de armazenamento e velocidade de processamento e paga, ao final de determinado período do contrato (mensal ou semestral, normalmente), apenas pelo o que consumiu.

    DATE AS A SERVICE (DAAS)

    É o fornecimento de serviços voltados para armazenamento e aceso a volumes expressivos de dados.

    O cliente conta com a flexibilidade para expandir o hardware alocado, escalando o banco de dados para os níveis que o negócio exige. Além disso, as informações podem ser compartilhadas com outros sistemas e o acesso pode ser remoto por usuários autorizados.

    O pagamento é feito por franquias mensais ou limites de uso, sendo pagos valores adicionais sempre que o limite for excedido.

    TESTING AS A SERVICE (TAAS)

    É a disponibilização de um ambiente específico para a realização de testes de sistemas e aplicações, de forma remota.

    A funcionalidade é muito útil para as empresas que precisam simular o comportamento de soluções em nível de execução, mas sem a necessidade de manter um contexto computacional apenas para esse fim.

    2. BENEFÍCIOS DA CLOUD COMPUTING

    As modalidades apresentadas no tópico anterior já mostram o quanto a Cloud pode facilitar a vida de um empreendimento. Mais do que acessar, via internet, arquivos ou programas para conduzir processos do dia a dia, a nuvem pode agregar vantagens importantes para todo tipo de negócio. Acompanhe!

    REDUÇÃO DE CUSTOS

    Se um negócio precisa crescer e, para isso, necessita de uma infraestrutura de TI à altura, não há como fugir da despesa de aquisição de novos servidores, da manutenção de equipe de suporte a problemas técnicos (estilo help-desk) e da contratação de uma equipe de TI para manter o hardware em plenas condições de funcionamento.

    Mas quando os equipamentos necessários podem ser de propriedade de terceiros, o negócio ganha fôlego para direcionar orçamento para o que realmente interessa e os gestores liberam seu tempo para questões mais estratégicas.

    E o custo se limita ao que foi consumido pelo cliente (espaço em disco para armazenamento de arquivos, velocidade de processamento de dados, acessos simultâneos de usuários, por exemplo).

    FLEXIBILIDADE E ESCALABILIDADE

    A Cloud permite que os recursos usados pela empresa contratante acompanhem o ritmo do negócio. Assim, se houver expansão, a infraestrutura tecnológica será adequada para suportar a nova necessidade. E em períodos de baixa, há retração da oferta para que não haja desperdícios nem ociosidade de equipamentos.

    Isso permite que o cliente realize sempre um pagamento justo, ou seja, paga apenas pelo que, de fato, usou.

    Em negócios que enfrentam sazonalidade na demanda por produtos ou serviços, essa característica é importante porque permite que a necessidade tenha sempre uma cobertura sob medida.

    PORTABILIDADE E MOBILIDADE

    Equipamentos físicos como servidores, HDs externos, cartões de memória e pendrives saem de cena e entra o acesso remoto aos dados e sistemas do negócio gravados no data center do provedor.

    Nesse cenário, notebooks, tablets e smartphones passam a ser instrumentos de trabalho, deixando no passado limitações de local e de horário.

    Assim, por meio de acesso controlado (login e senha), usuários autorizados acessam plataformas para consultar e manipular dados, realizar transações e comandar operações em sistemas empresariais.

    ALTA DISPONIBILIDADE

    Um dos maiores benefícios que a computação em nuvem oferece é a alta disponibilidade dos serviços de TI. Com esse quesito, o negócio conta com a tranquilidade de seguir sem interrupções ou de ter planos de contingenciamento acionados tão logo alguma falha seja identificada.

    Os critérios do que é alta disponibilidade para o negócio ficam definidos em contrato e a medição se dá por meio de indicadores de nível de acordo de serviço (os chamados SLA).

    O fornecedor se compromete a entregar o que está formalizado, sob pena de pagamento de multas ou até rescisão contratual.

    OTIMIZAÇÃO DE EQUIPES DE TI

    Se antes a equipe de TI era sobrecarregada com suporte a aplicações, sendo acionada sempre que algo ficava fora do ar, com a nuvem essa realidade muda.

    Com a alta disponibilidade oferecida pelos provedores, os impactos negativos no negócio são minimizados e, com isso, as equipes de TI deixam de apagar incêndios e podem se dedicar a pontos mais relevantes do negócio.

    Com esse alívio nas atribuições mais operacionais, os times de TI passam a ter melhores condições de provar para a empresa seu potencial de agregar valor ao core business, focando em prospecção de inovações e na expansão e melhoria dos serviços tecnológicos oferecidos.

    MAIS BENEFÍCIOS

    Outros ganhos são absorvidos quando a empresa opta pelo uso da Cloud Computing:

    • colaboração: a partir do momento em que sistemas passam a ser integrados e o acesso fica disponível em plataformas on-line, o trabalho colaborativo se torna mais fácil;
    • informações disponíveis em tempo real: a atualização de dados é imediata nos servidores do provedor, garantindo a confiabilidade das informações que subsidiarão a tomada de decisão estratégica;
    • segurança da informação: a terceirização de serviços de TI traz tranquilidade quanto à segurança dos dados empresariais. Os provedores mantêm antivírus corporativos, firewall e mecanismos de criptografia sempre atualizados para garantir a integridade das informações que transitam em seus data centers;
    • backup: a preocupação com cópias de arquivos e gerenciamento de rotinas de backup se torna dispensável, já que o fornecedor assume essa responsabilidade e garante a pronta recuperação de dados, caso ocorra algum incidente;
    • gestão do conhecimento: a disseminação de informações e de experiências ganha um incentivo, já que dados e documentos ficam centralizados em um ambiente acessível aos colaboradores da empresa.

    3. COMO USAR

    Uma das primeiras dúvidas quando uma empresa pensa em aderir à nuvem é: como escolher quais serviços posso contratar e quais partes do meu processo podem passar a usar a Cloud?

    Para definir o que “fica em casa” e o que migra para a nuvem, é preciso ter um diagnóstico da realidade do negócio, um histórico da quantidade de dados armazenados, especificidades relacionadas à segurança e a disponibilidade desejada.

    Algumas questões podem ajudar a nortear a decisão e o processo de migração:

    • qual o grau de confidencialidade dos dados do negócio? Quais podem ser transferidos para terceiros e quais precisam ser mantidos internamente?
    • quais os riscos envolvidos na alocação desses dados em infraestrutura terceirizada?
    • alguma aplicação depende de outra(s) aplicação(ões) para funcionar? Se sim, é possível integrá-las mesmo que nem todas sejam migradas para a nuvem?
    • quais aplicativos ocupam apenas parte do espaço de servidores locais e podem ser migrados para a nuvem para liberar espaço no equipamento para outras finalidades?
    • alguma licença específica restringe o uso de algum software corporativo em nuvem?
    • a quantas anda a expansão do negócio? Há previsão de crescimento que exigirá mais robustez da infraestrutura de TI? Se sim, haverá orçamento para incremento de parque tecnológico ou compensa mais contratar os recursos em Cloud?
    • existem legislações ou normas locais que possam impactar a transferência de dados entre a empresa cliente e o fornecedor?

    A partir dessa linha de raciocínio, o gestor de TI terá condições de avaliar a realidade do negócio e propor o melhor caminho para subsidiar a decisão mais acertada em relação à migração para a nuvem.

    Nesse momento, também é importante contar com o suporte do fornecedor escolhido. A experiência acumulada no atendimento a outros clientes certamente será de grande valia para orientar os passos mais adequados. O importante é que se garanta uma transição sem traumas e sem interferências no andamento dos processos da empresa.

    4. CLOUD COMPUTING PARA PME

    Ao contrário do que se pode pensar, em um mercado em que empresas de grande porte estão levando vantagem competitiva por trocaram recursos físicos de TI por estruturas virtualizadas, há, sim, muito espaço para que startups, pequenos e médios negócios sigam o mesmo caminho.

    Assim, os benefícios que já mencionamos neste artigo são aplicáveis para empresas de todos os tamanhos e, especificamente, para as pequenas e médias. Vale a pena elencar mais algumas vantagens, veja!

    • Possibilidade de trabalho remoto e até em esquema home office;
    • mais proteção de arquivos e dados relevantes do negócio, já que os provedores oferecem sistemas de segurança da informação de alto nível, muitas vezes superior ao usualmente adotado de forma privada;
    • mais rapidez no acesso a dados, o que aumenta a produtividade e reduz o tempo de resposta ao cliente;
    • flexibilidade no uso de recursos, com escalabilidade garantida para o negócio;
    • atuação mais colaborativa, a partir do uso de ferramentas compartilhadas por todas as equipes e funcionários;
    • fim da necessidade de manter equipes de TI focadas em suporte, liberando-as para maior aproximação com o negócio;
    • uso de tecnologias avançadas, que costumam estar fora dos limites orçamentários de um negócio menor.

    Vendo todos esses pontos positivos, um empreendedor pode tender a decidir pela migração para a computação em nuvem e aí entra a questão do como fazer.

    primeiro passo é escolher um fornecedor no mercado. O ideal é que ele se comporte como um verdadeiro parceiro do negócio, disponibilizando não só soluções tecnológicas, mas também expertise na implementação e, especialmente, facilitando o processo de migração.

    5. USOS E APLICAÇÕES

    Bem, já abordamos os conceitos, os benefícios, como decidir pela migração. Agora, vamos apresentar algumas aplicações práticas da Cloud Computing.

    E aqui cabe um aviso: o céu é o limite quando o assunto é disponibilizar ou utilizar serviços em nuvem e seria difícil pensar um tipo de negócio que não pudesse ter, pelo menos, parte de suas características aderentes a esse modelo.

    Veja a infinidade de possibilidades de aplicação da computação em nuvem:

    • venda de produtos em loja virtual;
    • rastreamento de produto enviado ao cliente em site ou aplicativo mobile;
    • transmissão de eventos on-line;
    • realização de pesquisa de opinião ou de satisfação do cliente;
    • videoconferência on-line, permitindo reuniões virtuais e eliminando a distância entre agentes do negócio (funcionários, fornecedores, parceiros, clientes);
    • relacionamento com o cliente em plataformas digitais;
    • transações financeiras em sistemas on-line;
    • troca de arquivos e documentos com contadores, advogados, consultores e outros profissionais ou empresas de apoio ao negócio;
    • uso de sistema de gestão integrada em plataformas virtuais;
    • armazenamento de arquivos e massas de dados, com segurança e mobilidade no acesso;
    • recrutamento de pessoal pela internet;
    • ações de marketing digital com integração com mídias sociais.

    O fato é que a TI está evoluindo para permitir que toda funcionalidade possa ser alinhada com os critérios da nuvem. Então, o que hoje não consta nessa lista, que é enxuta e meramente ilustrativa, possivelmente será mais um item a ser enumerado.

    Na dúvida sobre se é possível ou não migrar alguma coisa ou fazer uso de algo na nuvem, vale uma consulta a empresas do mercado. Nessas horas, é bom ouvir a voz da experiência para evitar que uma dúvida prejudique ou atrase o avanço de uma trajetória empresarial de sucesso.

    6. TENDÊNCIAS

    A transformação que o mercado vive é tão forte que os tempos atuais receberam o nome de Era Digital. Não à toa, já que a conectividade é marcante na vida dos indivíduos, dos profissionais, das empresas.

    Então, não são só as vidas das pessoas que vêm passando por uma revolução. As empresas também experimentam essas mudanças e já perceberam que precisam ser ágeis nas ações e decisões para que possam responder às demandas.

    Algumas organizações focadas no estudo de tendências tecnológicas já apontam como a Cloud vai se comportar nos próximos anos e é bom estar atento a essas tendências. Acompanhe!

    • Expansão da modalidade IaaS: segundo a consultoria em tecnologia Garter, os serviços em nuvem tendem a registrar altas taxas de crescimento e a modalidade que oferece infraestrutura de TI compartilhada e terceirizada é um dos carros-chefes da tendência;
    • ápice da Cloud: conforme divulgado pelo International Data Corporation (IDC), o mundo estará na nuvem, de forma definitiva, até 2018. Isso significa que a maioria dos provedores de serviços tecnológicos estará pronta para atender seus clientes em um padrão essencialmente virtual, sinalizando que as empresas devem acompanhar esse movimento;
    • migração facilitada: a Forrester (consultoria especializada em negócios e tecnologia) divulgou um relatório demonstrando que a melhoria de procedimentos e de ferramentas para migração permitirão uma adesão massiva de clientes. Com essas soluções, aplicações serão copiadas de um ambiente para outro, sem alterar seu funcionamento, agilizando e dando segurança ao processo de transformação do físico para o on-line;
    • menos é mais: de acordo com o estudo publicado pela Forrester, as empresas tenderão a escolher provedores menores, com serviços menos complexos. Um dos motivos é que as opções de personalização são maiores, além do custo ser menor.

    Buscar informação sobre as novidades e rumos que a tecnologia vai tomar é papel não só de profissionais e gestores de TI, mas também de empreendedores que buscam dotar seus negócios com as melhores práticas de mercado. Evoluir é preciso e, por mais que na atualidade tudo esteja bem, obrigado, amanhã a história provavelmente será outra e é vital estar preparado para os desafios que se apresentarão.

    CONCLUSÃO: A NUVEM PAIRA SOBRE TODOS OS NEGÓCIOS

    Decidir pelo caminho da Cloud Computing é tendência, já registramos isso aqui. E seria remar contra a corrente optar por ignorar essa realidade e atrasar as mudanças que se mostram mais do que necessárias para sobrevivência no mercado.

    As chamadas PMEs também são público-alvo da Cloud e seus gestores precisam se conscientizar de que a maioria dos concorrentes já está na nuvem ou em fase de transição. Então, entrar nesse movimento de transformação não é questão de escolha, é caso de extrema necessidade e fator que definirá o sucesso do negócio daqui em diante.

    Muito se fala em sustentabilidade dos negócios e é inegável que a computação em nuvem contribui nesse quesito não só porque reduz custos, mas também porque garante a continuidade dos serviços. Isso é um fator de credibilidade no mercado e de satisfação do cliente.

    Hoje, o mercado é cada vez mais intolerante a erros, a atrasos e a “pisadas de bola”. O consumidor atual é exigente, forma sua opinião com base na experiência que a empresa oferece. Então, é claro que ela precisa ser positiva. Senão, quem ganha é a concorrência.

    Vivenciar a realidade da Cloud Computing é sinônimo de eficiência e já é prática comum entre aqueles empreendimentos que encontraram um ponto de excelência para alavancagem dos resultados por meio de um diferencial competitivo oferecido pela tecnologia.

    Em nossas postagens, privilegiamos tratar de assuntos que dão um ganho de escala na gestão de negócios e que reforçam como a TI tem um papel preponderante nesse contexto. Assine nossa newsletter e se mantenha informado sobre as inovações e as tendências que surgem a todo momento no mercado!

  • COMO USAR DADOS DE MANEIRA EFICIENTE NAS TOMADAS DE DECISÕES?

    COMO USAR DADOS DE MANEIRA EFICIENTE NAS TOMADAS DE DECISÕES?

    Data Driven

    O gerenciamento de uma empresa sempre exige que o empreendedor saiba lidar com situações adversas rapidamente. Esses momentos exigem tomadas de decisões precisas e eficientes, as quais podem ser bem difíceis quando não há dados para embasá-las.

    E como é possível facilitar o processo de decisão dentro de uma empresa? A resposta seria: reunir todas as informações relevantes sobre o tema da decisão e analisá-las. Com uma base mais sólida para apoiar suas ações, o risco de perder recursos em um mau investimento é consideravelmente menor. Por isso tantas empresas buscam ferramentas e procedimentos para registrar dados e gerar relatórios.

    Para mostrar como usar dados em suas tomadas de decisões, trouxemos aqui sete orientações básicas, que você pode começar a adotar no seu dia a dia. Acompanhe:

    1. ESCOLHA SUAS FONTES DE DADOS COM CUIDADO

    A veracidade de qualquer informação é sempre associada à sua origem e sua forma de transmissão. Uma notícia, por exemplo, é muito mais fácil de aceitar quando é transmitida por alguém de confiança ou quando são apresentadas provas concretas. Por isso, garanta que a fonte de seus dados, assim como o método pelo qual eles foram obtidos, sejam confiáveis e compreensíveis.

    Além disso, é bom lembrar que nenhum tipo de informação deve ser imediatamente descartado. Não sem uma análise de relevância. Muitos dados podem parecer inúteis para suas tomadas de decisões dentro da empresa, mas mesmo eles podem ser úteis em algum momento.

    2. DOCUMENTE AS INFORMAÇÕES

    Depois de assegurar que seus dados são confiáveis, é hora de criar um registro permanente deles. Afinal, você terá que consultá-los no futuro se quiser que eles sirvam para alguma coisa. Por isso, deve sempre haver alguma forma de registro para garantir que as informações não serão esquecidas quando chegar o momento das tomadas de decisões. Isso pode ser feito com um banco de dados virtual, arquivos em pastas, entre outros métodos.

    É importante que haja um padrão claro para essa documentação. Caso contrário, os dados não poderão ser encontrados facilmente mais tarde. Nomeação de arquivos, datas e organização são elementos indispensáveis para garantir a eficiência de suas decisões no futuro. Treine sua equipe para sempre seguir esse padrão ao gerar qualquer registro ou deixe um profissional dedicado à organização dos dados.

    3. PRIORIZE ALGUNS INDICADORES

    Hoje em dia, com o auxílio de certas ferramentas, é possível medir praticamente tudo. Ou, pelo menos, conseguir uma aproximação estatística da realidade. Porém, nem tudo que pode ser medido é útil para suas tomadas de decisões. Saber com quanto tempo um usuário deixa o mouse parado no canto superior esquerdo da tela ao acessar seu site, por exemplo, não é muito útil para a gestão da empresa.

    Por isso são utilizados os KPIs, ou “Indicadores Chave de Performance”. Como o nome indica, essas são variáveis e estatísticas que têm alto grau de relevância para a sua empresa. Os KPIs costumam incluir a rentabilidade, lucratividade, número de leads e outras informações similares. Mas essas informações devem ser complementadas com outras métricas, como o número total de atendimentos, taxa de conversão etc.

    4. VERIFIQUE O QUADRO DA EMPRESA REGULARMENTE

    Você tem relatórios, dados e métricas prioritárias. É melhor colocá-las em uso regularmente. Com isso, nos referimos a reuniões e vistorias frequentes, geralmente mensais, a respeito dos indicadores de desempenho gerais da empresa. Se houver algum momento específico para suas tomadas de decisões, esse pode ser o ideal.

    Essas reuniões podem ser simples e diretas, envolvendo a coleta de alguns dados específicos e a comparação de alguns registros. É um momento propício para encontrar inconsistências nos documentos e fazer correções na sua metodologia, caso seja necessário. Também é a hora ideal para fazer previsões quanto ao rumo da empresa, encontrando novas oportunidades de investimento e de aumento de lucro.

    5. USE A TECNOLOGIA PARA ACELERAR O PROCESSO

    Claro que você não precisa fazer suas tomadas de decisões apenas durante reuniões mensais. Algumas atitudes precisam ser adotadas rapidamente, sem muito tempo para reflexão. Em alguns casos, a análise é o que revela a necessidade de uma atitude. Para acelerar esse processo e facilitá-lo como um todo, você pode utilizar ferramentas tecnológicas, especialmente softwares de gestão.

    A utilidade dessas ferramentas é bem grande em uma empresa. Além de servirem como banco de dados escalável para todas as informações, ainda pode automatizar o processo de classificação dos registros e parte da análise.

    Muitos sistemas permitem que seja criado um “alarme”, emitindo uma mensagem sempre que um ou mais eventos ocorrerem. Por exemplo, ao notar que um pedido não foi concluído em determinada data, o software pode notificar o responsável. Caso tenha se esquecido de fazer o registro, ele apenas normalizará a situação. Caso o pedido esteja realmente atrasado, ele poderá tomar uma atitude.

    6. INTEGRE AS INFORMAÇÕES DE DIFERENTES ÁREAS

    Apesar de muitas pessoas enxergarem os diferentes setores da empresa como separados e pouco dependentes entre si, os profissionais de gestão devem sempre saber tudo o que ocorre. No RH, por exemplo, isso pode ter um efeito direto ou indireto sobre a equipe de TI e vice-versa. É bem mais difícil fazer suas tomadas de decisões quando não se entende essa ligação.

    Por isso, um bom sistema de dados promove a ligação entre os diferentes setores, maximizando a troca de informações. Assim, será mais fácil para todos os gestores tomarem suas próprias decisões, pois entenderão como elas afetam a empresa.

    7. APLIQUE OS DADOS NA CLASSIFICAÇÃO DE CLIENTES

    Classificar seus clientes é um passo muito importante dentro de qualquer empresa. Isso afeta várias tomadas de decisões, em especial sobre quais leads devem ser priorizados ao longo do processo.

    Ao fazer uma coleta de dados sobre sua base de clientes, tenha em mente o perfil que você deseja atingir e quem possui maiores chances de concretizar uma compra. Isso poupará o tempo de sua equipe de vendas, aumentará sua rentabilidade e oferecerá um direcionamento mais preciso sobre como você pode atuar no futuro.

    Agora você já sabe como usar seus dados para tomadas de decisões estratégicas. Quer continuar acompanhando nossas dicas? Então, siga-nos no Facebook e LinkedIn para receber nossos conteúdos em primeira mão.

  • COMO APLICAR O BUSINESS INTELLIGENCE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

    A tomada de decisões no mundo dos negócios é sempre algo importante e quase sempre difícil. Há muita informação para considerar, independentemente do segmento ou porte. Por isso tem crescido a importância do Business Intelligence para pequenas empresas.

    O conceito de BI é relativamente recente, mas já tem ganhado muita força no mercado. Ele consiste em uma série de ferramentas e práticas com o objetivo de reunir dados e facilitar a tomada de decisões. E ao contrário do que se pode pensar, isso não é um privilégio de nenhuma grande empresa. Qualquer empreendedor pode tirar proveito desse método para ampliar seus negócios. Para compreender mais, continue a leitura.

    DESAFIOS DA IMPLANTAÇÃO DE BI

    Como qualquer novo recurso, inserir o Business Intelligence para pequenas empresas envolve certos desafios. Porém, não há motivo para se intimidar. Estar ciente dessas dificuldades iniciais ajudará você a estar preparado.

    Veja três exemplos desses desafios:

    1. FALTA DE PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS

    Para que um sistema de BI seja corretamente instalado e mantido dentro de uma empresa, é necessário que haja uma equipe de TI bem estruturada e dedicada. Porém, nem sempre esse é o caso para pequenas e médias empresas. Mesmo que o provedor do serviço e das ferramentas possa assumir boa parte do trabalho técnico, ainda é necessário um responsável da sua própria organização para cuidar do funcionamento.

    Em alguns casos, pode valer a pena terceirizar esse serviço, encontrando profissionais especializados rapidamente. Porém, é interessante construir uma equipe mais estruturada dentro do seu negócio ao longo do tempo.

    2. EXCESSOS E FALTAS NA AQUISIÇÃO

    Ao buscar soluções de Business Intelligence para pequenas empresas, muitas tendem a dar um passo maior do que a perna, ou dar passo nenhum. Os benefícios dessas ferramentas são realmente relevantes, mas eles só serão otimizados quando o serviço está de acordo com as demandas da empresa.

    Antes de buscar por ferramentas, recursos e outros componentes, tente, primeiro, avaliar a demanda da sua empresa. Quantas ferramentas precisam ser integradas, quais recursos devem ser providenciados etc. Isso pode poupar muitos gastos desnecessários ao longo do tempo.

    3. TEMPO DE IMPLEMENTAÇÃO PROLONGADO

    As soluções de BI não começam a atuar da noite para o dia. É necessário que uma equipe técnica avalie sua estrutura, veja como integrar melhor as suas ferramentas de gestão, providencie os recursos necessários etc. Isso significa que o resultado pode levar um tempo para aparecer, dependendo do tamanho da sua necessidade.

    BENEFÍCIOS DO BUSINESS INTELLIGENCE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

    1. MAIS SIMPLICIDADE E OBJETIVIDADE

    Muitos sistemas de gestão de recursos se pautam na personalização e na adição regular de funcionalidades. Muitas empresas podem se beneficiar disso, mas a verdade é que os pequenos negócios podem ficar sobrecarregados com todas essas ferramentas, sem saber o que fazer com elas.

    Nesse ponto, um sistema BI é mais interessante por ser mais simples, direto e prático. Com menos funcionalidades, é possível focar no desempenho e nos protocolos principais da empresa.

    2. INTEGRAÇÃO DE DIFERENTES FONTES DE DADOS

    Como já mencionamos, o Business Intelligence para pequenas empresas é uma metodologia de integração e análise de dados. Ao medir seus principais indicadores, também é importante que você coloque todos sob a mesma lente e compare-os. A correlação entre diferentes informações é um dos pontos mais importantes para a tomada de decisões dentro de qualquer negócio.

    3. GERAÇÃO AUTOMÁTICA DE RELATÓRIOS

    Automação é outro grande benefício desse método. Gerar relatórios diários é importante para analisar os dados, mas isso consome tempo e recursos desnecessariamente. Além disso, ao fazer uma migração de sistema, todos os dados também precisam ser convertidos. Um sistema BI, por outro lado, pode exibir todos os dados necessários sob demanda, criando relatórios instantâneos.

    COMO FAZER A APLICAÇÃO DO BUSINESS INTELLIGENCE PARA PEQUENAS EMPRESAS

    1. DEFINIR NECESSIDADES DE ANÁLISE E USABILIDADE

    O primeiro passo em qualquer grande projeto é tomar nota de quais são as demandas atuais. Você não pode dedicar meses de tempo e recursos da empresa à instalação de uma ferramenta que não condiz com o que seus negócios precisam. Por isso, é importante avaliar o escopo do projeto e ver quais pontos são prioridade.

    Em uma avaliação inicial, você deve olhar, primeiro, os indicadores que seu sistema BI deve analisar. Em seguida, verifique quais funcionalidades são necessárias para a equipe e qual é o número de pessoas que precisam ter acesso à ferramenta.

    2. VEJA AS POSSIBILIDADES DE INTEGRAÇÃO COM AS FERRAMENTAS ATUAIS

    Muitos recursos, softwares e ferramentas de gestão podem ser aproveitadas na instalação do Business Intelligence para pequenas empresas. Saber quais deles se encaixam com o sistema novo pode evitar que você invista ainda mais para a aquisição de outras ferramentas sem necessidade.

    Lembre-se de que não é só o novo sistema que deve se integrar às ferramentas atuais. Elas também precisam ser integradas entre si. Verifique como você pode fazer a instalação sem comprometer muito da estrutura que você já produziu. Isso irá certamente te poupar ainda mais tempo e recursos.

    3. PLANEJAR O TEMPO DE IMPLANTAÇÃO DAS FERRAMENTAS

    Já mencionamos que a implantação de uma ferramenta BI pode ser um pouco demorada. Mas, se ela estiver dentro do escopo da sua empresa, não deve exceder certo limite de tempo. Projetos excessivamente demorados acabam consumindo mais recursos do que são capazes de gerar rentabilidade.

    Para evitar esse problema, estipule um tempo limite para a implantação. Caso o prazo seja ultrapassado, você deve ou aceitar o resultado que foi obtido ou jogar tudo fora e esperar até se recuperar do investimento perdido. É melhor do que insistir na perda.

    4. CONTINUE ATUALIZANDO SEU SISTEMA BI DE ACORDO COM A DEMANDA

    Considerando que o sistema está ativo e dentro do prazo, não pense que será o fim absoluto do seu trabalho. Toda demanda se atualiza com o tempo e as suas ferramentas devem acompanhar esse ritmo. Sempre reavalie seu desempenho a colete o feedback da equipe.

    Agora você já sabe como e por que buscar o Business Intelligence para pequenas empresas. Quer continuar acompanhando nossas novidades? Então, siga-nos no Facebook e no LinkedIn para receber nossos melhores conteúdos em primeira mão.

  • COMO PREPARAR A TI EMPRESARIAL PARA CRESCIMENTO DE DADOS DA EMPRESA?

    Não basta desejar e promover o crescimento empresarial. Para suprir a demanda que essa expansão traz, uma organização precisa se preparar em diversos aspectos. Um deles é a área de TI, que deve se adequar para receber e processar um alto volume de informações empresariais e mercadológicas.

    E o setor de TI de sua empresa, está preparado para essa demanda? Sabe o que pode ser feito para suprir essa necessidade? Pois é exatamente isso que vamos abordar neste post. Portanto, confira nossas dicas para estruturá-lo e lidar de forma tranquila com o crescimento.

    COMO PREPARAR A TI PARA O CRESCIMENTO EMPRESARIAL

    1. ENTENDA QUE AS SOLUÇÕES DE TECNOLOGIA SÃO UMA NECESSIDADE DE TODOS OS DEPARTAMENTOS

    Atualmente, em muitas organizações, a maioria dos processos depende de algum tipo de ferramenta tecnológica para acontecer de forma eficiente. A automação integra a ação de vários departamentos, realiza controles e garante informações que embasam as decisões de gestores e fazem a empresa funcionar.

    Por isso, áreas como vendas, finanças, marketing, controle de estoque e atendimento ao consumidor recorrem a soluções de TI para suas operações.

    Chegamos a um ponto em que a tecnologia deixou de ser o foco, mas está presente em tudo. Ela é uma espécie de trama que interliga e sustenta todas as operações. Por isso, os investimentos nessa área devem levar as necessidades de todos os departamentos em consideração.

    2. CONSIDERE AS FORMAS COMO OS COLABORADORES TRABALHAM

    O crescimento da tecnologia disruptiva mudou não só os serviços que o mercado oferece, mas a nossa própria maneira de pensar, agir e fazer negócios.

    Permanentemente conectados, grande parte dos colaboradores entende que seu trabalho se estende muito além do expediente tradicional. Eles já desenvolveram a mentalidade always-on e sentem que devem estar “permanentemente ligados”.

    Porém, esse tipo de funcionário, mesmo estando em permanente estado de prontidão para o trabalho, não quer ser avaliado devido às horas cumpridas no escritório. Um modelo de trabalho mais flexível (o que não significa reduzido) requer um novo critério de avaliação, baseado na produtividade.

    para ter uma produtividade significativa, essa geração exige tecnologia eficiente. Ela deve permitir a utilização por meio de dispositivos igualmente funcionais a qualquer hora e lugar.

    Para que isso aconteça, as empresas precisam fornecer equipamentos apropriados e, além disso, aplicativos eficientes. Sem esse apoio tecnológico, existem duas possibilidades: ou eles não terão as ferramentas necessárias para alcançar a produtividade que desejam ou utilizarão seus próprios dispositivos pessoais.

    Nenhum gestor quer uma queda na produtividade, mas a maioria não se opõe à utilização de dispositivos pessoais. Porém, será que essa opção é realmente a melhor para uma organização? Leia o próximo tópico e descubra!

    3. PRIORIZE A SEGURANÇA

    Afinal, qual é o problema de os funcionários utilizarem seus próprios dispositivos para o trabalho? Existe um problema, sim — a segurança!

    Quando as empresas não gerenciam devidamente os dispositivos de consumo, as plataformas e serviços utilizados no ambiente de trabalho, existe um risco muito grande de perda de dados e falhas significativas na segurança.

    Existe até mesmo uma sigla que define as organizações que utilizam essa política — o BYOD (Bring Your Own Device, ou traga seu próprio dispositivo). O grande problema é que, entre as empresas que seguem esse modelo, 50% relatam perda de dados devido a essa prática. Em outras palavras, ela torna as companhias vulneráveis.

    E esse não é o único aspecto de segurança que precisa ser revisto. A empresa precisa investir pesado em ferramentas que protejam seus dados e equipamentos, mas também criar políticas e procedimentos para evitar riscos e invasões.

    Mais que isso, ela deve desenvolver iniciativas consistentes de orientação e conscientização de funcionários. Como vimos recentemente em ataques cibernéticos, o clique inocente em um link aparentemente normal pode desencadear uma infecção em massa, causando uma série de prejuízos.

    4. RECORRA À NUVEM

    Não há como falar em crescimento da TI sem abordar a utilização do cloud computing. Ela é uma excelente opção, visto que é possível encontrar uma ampla gama de serviços de computação e pagar de acordo com a utilização, assim como acontece com as contas de consumo de uma residência.

    O serviço é tão vantajoso que deve atingir a marca de 44 bilhões de dólares no ano de 2017, o que representa um crescimento de mais de 18%. São empresas que buscam produtos de infraestrutura de TI na nuvem: servidores, armazenamento, bancos de dados, softwares, análise, redes e outras utilidades.

    5. CONSIDERE OS IMPACTOS NA PRODUTIVIDADE

    Infelizmente, em muitas empresas a área de TI é vista como um custo. Na maioria das organizações, ela não é o core business. Por isso, muitos gestores têm dificuldade para enxergar os impactos do setor no faturamento.

    No entanto, como já falamos, além de disponibilizar ferramentas que viabilizam o trabalho dos outros setores e geram redução de custos, ela tem ainda outro impacto sobre a produtividade: o fator moral.

    Pode parecer estranho, mas um estudo realizado pela Fortinet, uma empresa americana de segurança de rede de alto desempenho, mostrou dados surpreendentes.

    A pesquisa mostrou que os funcionários desejam utilizar dispositivos atraentes e eficientes. Quando a empresa não compreende esse anseio e não proporciona escolhas tecnológicas compatíveis com recursos avançados do mercado, ocorre uma inibição da produtividade.

    Certamente, isso acontece também porque, com dispositivos ineficientes, a realização das tarefas é dificultada ou se torna no mínimo mais lenta. No entanto, não se trata apenas do obstáculo operacional.

    A pesquisa revelou que a tecnologia ruim, ineficiente e obsoleta no local de trabalho, assim como a baixa qualidade do serviço de TI, prejudicam a motivação e o moral dos funcionários.

    Existem ainda evidências de que, ao avaliar possíveis empregadores, os melhores profissionais do mercado rechaçam as empresas consideradas retrógradas. Um dos critérios para essa avaliação é a análise dos dispositivos e ferramentas que elas proporcionam aos seus colaboradores.

    6. APOSTE EM BUSINESS INTELLIGENCE

    Por muito tempo, a tecnologia tem ocupado um papel operacional nas organizações. No entanto, hoje, o mercado dispõe de ferramentas para ir além. O avanço é tão significativo que permite aos gestores antecipar tendências e cenários, tornando o business intelligence um recurso valiosíssimo para analisar dados e direcionar as decisões.

    Portanto, se a empresa deseja crescer, essas ferramentas não podem ser negligenciadas. Elas são a porta para um futuro em que a sua empresa deseja estar, e ocupando uma posição competitiva.

    Entendeu como a TI de sua organização pode se preparar para o crescimento empresarial? Quer conhecer outras dicas da sua área? Então, siga-nos no Facebook e LinkedIn para acompanhar nossos conteúdos. Nos encontramos por lá!

  • 5 MOTIVOS PARA RECORRER A SERVIÇOS GERENCIADOS DE TI PARA SUA EMPRESA

    As vertentes de TI que surgiram nos últimos anos permitiram a empresas que criassem ambientes de trabalho mais inteligentes e conectados. Indústrias utilizam sensores para avaliar, em tempo real, o funcionamento de seus equipamentos. Hospitais incorporaram a Internet das Coisas para acompanhar a saúde de seus pacientes e aumentar a taxa de sucesso de tratamentos.

    Ao mesmo tempo, companhias aéreas adotaram aplicativos para reduzir filas e o tempo necessário para clientes embarcarem em um voo. Já empresas adotam a computação em nuvem como forma de diminuir custos e flexibilizar processos, se tornando mais ágeis e competitivas.

    Mas se essas novas tecnologias permitem que companhias possam atuar de maneira estratégica, com serviços inteligentes e direcionados de acordo com as demandas do mercado, elas também aumentam a complexidade da infraestrutura de TI. Hoje, metodologias de gestão tradicionais não são mais capazes de atender às demandas de usuários: a infraestrutura de equipamentos e serviços digitais se tornou complexa, com diferentes sistemas e plataformas para serem administradas, exigindo o uso de novas estratégias.

    Nesse cenário, a manutenção de políticas de gestão e governança de TI pode ser um desafio. Em muitos casos, a companhia pode enfrentar um grande aumento de custos operacionais caso opte por contratar e treinar profissionais para gerenciar todos os novos equipamentos e sistemas.

    Uma alternativa a essa abordagem é o investimento em serviços gerenciados de TI para empresas. Essa estratégia envolve a contratação de um parceiro especializado, que direcionará um grupo de profissionais para a gestão e otimização dos recursos existentes. Assim, a companhia pode focar mais tempo no auxílio a clientes, em projetos internos e outras rotinas associadas ao seu core business.

    Mas quais as vantagens do investimento em serviços gerenciados de TI para empresas? Como essa solução impacta o seu empreendimento? Descubra na nossa lista a seguir!

    1. LIBERAÇÃO DO TIME DE TI INTERNO PARA FOCAR EM ATIVIDADES ESTRATÉGICAS

    O investimento em serviços gerenciados de TI para empresas permite que o setor de TI passe a focar apenas em atividades estratégicas. A empresa sai de um cenário em que times de técnicos lidam com rotinas de suporte, manutenção, planejamento e gestão para um em que processos secundários são direcionados para profissionais especializados.

    Isso facilita a criação de um ambiente mais inovador e inteligente. O empreendimento pode focar mais tempo no planejamento de projetos e rotinas conectadas com as necessidades internas e, assim, colocar a tecnologia no centro das rotinas da empresa, promovendo inovação e competitividade para o negócio.

    2. MELHORA TÉCNICA DO TIME DE TI

    acesso a profissionais com conhecimentos técnicos em TI se tornou um fator estratégico, especialmente em um ambiente corporativo, no qual as soluções digitais mudam rapidamente. Porém, nem sempre o negócio terá a capacidade de contratar profissionais adequados para gerenciar da melhor forma possível os seus equipamentos.

    Nesse cenário, é importante que a companhia escolha alternativas para manter os seus equipamentos funcionais. Investindo nos serviços gerenciados de TI para empresas, por exemplo, o negócio garante que sempre terá um time de técnicos capacitados para manter rotinas de gestão, de segurança de dados e de desenvolvimento alinhadas com as metas e principais necessidades. Assim, a tecnologia deixará de ser um entrave para a competitividade do empreendimento.

    3. FLEXIBILIDADE OPERACIONAL

    A demanda por profissionais e serviços de TI pode se modificar a qualquer momento. Seja para a migração de um sistema ou execução de um projeto interno, é comum que negócios tenham de lidar com a contratação temporária de profissionais para que os serviços não sejam interrompidos repentinamente. Porém, utilizando métodos tradicionais, atrasos podem se tornar rotina diante da burocracia envolvida em tais procedimentos.

    Com os serviços gerenciados de TI para empresas, gestores podem flexibilizar a contratação de profissionais e criar um time de TI mais escalável. Sempre que for necessário, a estrutura interna do setor poderá ser modificada, reduzindo o tempo necessário para que o negócio possa se adaptar a um novo cenário.

    4. MAIOR DISPONIBILIDADE DO TIME DE TI

    As rotinas de trabalho mais flexíveis exigem que o negócio tenha um time de suporte de alta disponibilidade. Em muitos casos, atuando 24 horas por dia, sete dias por semana. Por meio dos serviços gerenciados de TI, o empreendimento pode criar um time de suporte de alta disponibilidade facilmente, reduzindo as chances de profissionais ficarem sem apoio em momentos críticos.

    5. REDUÇÃO DE CUSTOS

    A flexilidade do investimento em serviços gerenciados de TI para empresas permite que o negócio tenha um setor de TI com uma estrutura orçamentária mais organizada e precisa. Custos serão planejados antecipadamente, ao mesmo tempo que os desperdícios são reduzidos com o pagamento de serviços de acordo com a demanda contratada.

    A longo prazo, os ganhos desse fator irão muito além de uma simples redução de custos geral. O setor de TI passará a ter mais recursos para investir em melhorias, na inovação de serviços e em novas tecnologias. E por meio de pagamentos mensais, custos poderão ser eliminados com mais facilidade, dando mais segurança para empresas enfrentarem momentos difíceis.

    Hoje, os serviços gerenciados de TI se apresentam como um investimento estratégico para empresas de vários setores. Com essa solução, a companhia pode reduzir prazos, agilizar mudanças e tornar a sua estrutura de recursos humanos mais flexível.

    Para além disso, esses serviços também permitem que negócios consigam se adaptar rapidamente a mudanças no mercado. A inserção de novas ferramentas e dispositivos não representará um aumento dos riscos internos, uma vez que profissionais especializados poderão ser contratados junto do investimento. Somado a isso, o empreendimento terá a certeza de que o tempo necessário para que os setores se ajustem às mudanças será o menor possível.

    Em resumo, os serviços gerenciados de TI para empresas são a peça-chave para companhias que contam com a tecnologia em todas as suas rotinas possam atuar de maneira estratégica. Prazos e demandas de mercado serão cumpridos à risca, colocando o empreendimento em um lugar estratégico no mercado.

    O que você acha dessa solução? Você pretende inserir ela no seu ambiente corporativo? Compartilhe este post com a sua resposta!

  • COMO PREVENIR QUE MINHA EMPRESA SEJA ATACADA POR HACKERS?

    Para aqueles que são responsáveis por um ambiente empresarial, a segurança dos dados é, com certeza, assunto de grande importância nas pautas de reuniões.

    É fundamental que as empresas invistam em tecnologia e métodos que garantam a segurança de dados contra ataques de hackers à rede ou aos computadores, já que informações sobre contas bancárias, cartões de crédito, saldos, documentos, além de vários outros tipos de arquivos definitivamente não podem cair em mãos erradas.

    Quando a companhia conta com um setor de TI, é provável que ela esteja mais protegida contra esse tipo de ataque, já que os profissionais desse departamento possuem conhecimento maior a respeito dos perigos que a empresa enfrenta, além de ter mais noção do que deve ser feito para manter a proteção.

    Entretanto, se a instituição não conta com essa equipe, é essencial que os profissionais existentes saibam como proceder ao utilizar os equipamentos da companhia, de forma que se esteja livre de possíveis ataques maliciosos.

    Neste post, diversos pontos importantes serão abordados, mas podemos adiantar que, antes de tudo, é importante contar com softwares originais e que tenham um bom feedback de pessoas e empresas que já trabalharam com eles. Uma outra ideia que pode vir a ser considerada é o investimento em softwares antivírus pagos, ainda que as versões gratuitas ofereçam uma segurança razoável.

    Além disso, importa que os colaboradores da companhia estejam cientes da importância de seguir métodos e dicas para que se possa evitar que ransomwares e outros tipos de pragas virtuais tragam um problema real para a empresa. No decorrer do texto, você ficará sabendo com mais detalhes sobre como proceder para garantir a segurança da companhia. Acompanhe!

     

    QUAIS EMPRESAS JÁ FORAM VÍTIMAS DE HACKERS?

    Recentemente, várias corporações ao redor do mundo foram vítimas de ataques de hackers, incluindo sites do governo brasileiro.

    Entre as diversas vítimas noticiadas, podemos citar a PlayStation Network, a Telefônica e até mesmo o Hospital do Câncer de Barretos. Além disso, o FBI e a NASA também já foram vítimas de invasão.

    Considerando que grandes instituições como as citadas já sofreram com a ação de hackers, é possível que a sua empresa também esteja vulnerável a ataques.

     

    COMO OS ATAQUES COSTUMAM OCORRER?

    Geralmente, o método mais utilizado pelos hackers para atacar as companhias é o Distributed Denial of Service (DDoS) — ou Ataque de Negação de Serviço, em tradução para o Português.

    Esse tipo de ataque, diferentemente do que é imaginado por muitos, não utiliza diretamente as máquinas dos invasores. O processo ocorre de outra forma, utilizando servidores de empresas e computadores pessoais.

     

    COMO SE PROTEGER DOS ATAQUES DE HACKERS?

    Com notícias de ciberataques sendo vistas em maior frequência e em mais lugares, como a que derrubou sistemas de órgãos públicos e companhias ao redor do mundo, é importante se certificar de que a sua empresa está protegida.

    Sendo assim, confira, a seguir, as principais dicas de como evitar ser mais uma vítima dos criminosos.

    1. REALIZE O BACKUP DOS SEUS ARQUIVOS

    Ao ser vítima de um ataque de ransomware, o maior prejuízo direto que se pode tomar é a perda dos arquivos, já que, até que o pagamento de um resgate seja feito, o vírus os criptografa. Vale lembrar que nem sempre as vítimas têm seus documentos descriptografados mesmo após o pagamento.

    Nesse caso, a melhor alternativa é armazenar os arquivos em um sistema totalmente independente, como um disco rígido off-line ou um sistema seguro de cloud backup, por exemplo. Geralmente, as companhias salvam cópias desses dados em servidores externos, de modo que não possam ser afetados em caso de ataque à rede da empresa.

    2. DESCONFIE DE SITES, E-MAILS E SOFTWARES

    Para infectar máquinas utilizando ransomwares, os cibercriminosos precisam fazer a instalação de um software malicioso no equipamento da vítima, dando início ao ataque.

    A forma mais utilizada é via e-mails de phishing, propagandas maliciosas nos websites e programas e aplicações suspeitas.

    Assim, é preciso ter cuidado ao abrir sites e e-mails de origem suspeita, além de evitar realizar o download de softwares que não tenham sido verificados por uma loja oficial ou companhia especializada.

    Além disso, recomenda-se ler a revisão e informações a respeito do software, antes de instalá-lo.

    3. USE UM BOM SOFTWARE ANTIVÍRUS

    Sistemas de antivírus conseguem evitar que ransomwares sejam baixados em uma máquina, além de identificá-los, em caso de serem transferidos para o computador, de alguma forma.

    A maioria dos softwares dessa categoria pode revisar os arquivos para verificar se existe algum tipo de código malicioso, antes do download ser concluído. Também podem bloquear a instalação de programas secretos e que não pedem autorização do usuário.

    4. MANTENHA O SISTEMA ATUALIZADO

    Os usuários precisam estar atentos às atualizações dos sistemas operacionais disponibilizadas pelos fabricantes, de forma que se possa reduzir o número de brechas e a instalação de programas indesejáveis.

    Assim, é de grande importância contar com as versões mais recentes dos softwares, assim que disponíveis.

    5. EVITE FAZER O PAGAMENTO EXIGIDO PELOS HACKERS

    É fundamental que as vítimas jamais paguem o valor do resgate que os hackers exigem. Além de não haver garantia alguma de que os criminosos cumprirão com o combinado e devolverão seus arquivos, essa atitude certamente servirá de incentivo para futuros ataques.

    6. VERIFIQUE LISTAS DE CONTAS HACKEADAS NA INTERNET

    Especialistas recomendam que você verifique se seu endereço de e-mail — ou da sua empresa — está em alguma lista de vazamento na internet. De acordo com Rafael Zanatta, especialista do Idec, esse precisa ser o primeiro passo.

    Para tal, existe uma ferramenta segura e gratuita, desenvolvida por Troy Hunt, — especialista em segurança de dados e Microsoft MVP — chamada Have I Been Pwned.

    O site é capaz de verificar se seu endereço de e-mail está em alguma lista de contas hackeadas nos últimos tempos. Além disso, é possível criar uma notificação automática para o caso de o endereço fornecido aparecer em alguma lista de vazamento, no futuro.

    7. ALTERE TODAS AS SENHAS

    Caso a conta de e-mail em questão esteja presente em uma lista de vazamentos, altere urgentemente a senha em todos os serviços que fazem uso daquele endereço.

    Para isso, utilize senhas fortes e únicas, misturando letras, números e, quem sabe, até mesmo caracteres especiais como cifrão, exclamação, entre outros. Além disso, é recomendado pensar em frases aleatórias, em vez de palavras, e não utilizar a mesma senha para vários serviços on-line.

    Você achou importante estar por dentro dessas dicas de proteção contra ataques de hackers? Então, compartilhe este post agora mesmo para que mais pessoas saibam como estar protegidas!

  • ROOT CAUSE ANALYSIS: SAIBA COMO IDENTIFICÁ-LA

    ROOT CAUSE ANALYSIS: SAIBA COMO IDENTIFICÁ-LA

    Hoje, com as empresas necessitando cada vez mais dos seus recursos de tecnologia da informação, permitir que falhas e inconsistências ocorram neles pode ser altamente prejudicial para o negócio.

    Manter o bom funcionamento de uma infraestrutura de TI, embora seja um dos grandes desafios enfrentados diariamente pelos profissionais do setor, é também uma das medidas mais importantes para garantir a disponibilidade dos seus sistemas e, consequentemente, de suas operações.

    Nesse contexto, entra em cena um conceito elementar da TI: o Root Cause Analysis (RCA ou Análise de Causa Raiz). Por trás dele encontram-se inseridas diversas medidas de gestão e controle de infraestruturas de TI, com o intuito de identificar a raiz das falhas e, assim, evitar a reincidência.

    Deseja entender um pouco mais sobre a RCA e como ela pode ser desenvolvida? É o que mostraremos ao longo deste post. Continue lendo e confira!

    O QUE É A ROOT CAUSE ANALYSIS?

    Em linhas gerais, a RCA nada mais é do que um processo utilizado para a identificação dos eventos responsáveis pelas falhas das máquinas, equipamentos, softwares e demais componentes da infraestrutura de TI de uma empresa, seja ela física ou lógica.

    O foco desse procedimento é se valer dessas informações para formular estratégias de contingências e evitar falhas. Em outras palavras, é uma maneira de aprimorar a operação da TI a partir dos erros.

    A RCA ajuda a determinar os seguintes fatores:

    • o que aconteceu;
    • qual motivo levou à ocorrência;
    • melhores alternativas para reduzir a probabilidade de que aconteça novamente;
    Root cause analysis

    COMO ESSE PROCESSO FUNCIONA?

    A operacionalização desse processo ocorre sobre três enfoques de falhas, quais sejam:

    • falhas físicas ou técnicas — componentes físicos, isto é, tangíveis, falharam de alguma forma;
    • erros de origem humana — seja por uma intervenção malsucedida ou omissão, alguém deixou de realizar sua função como deveria;
    • em sistemas organizacionais, procedimentos operacionais e no processo de tomada de decisões — um sistema, processo ou política interna não estava condizente com as necessidades da empresa e gerou algum erro ou insuficiência;

    Terminada a fase de análise dessas falhas, um relatório é elaborado, pontuando sobre as suas causas e efeitos. Daí, parte-se para a etapa de um plano abrangente para evitar a reincidência desses problemas.

    Cumpre ressaltar que, atualmente, existem softwares capazes de monitorar e aumentar o poder de gerenciamento dos sistemas da empresa, a exemplo do New Relic, que oferece uma visibilidade completa da infraestrutura de TI, permitindo a identificação de falhas rapidamente.

    POR QUE É TÃO IMPORTANTE QUE OS PROFISSIONAIS DE TI SAIBAM IDENTIFICÁ-LA?

    A importância da identificação da causa raiz está na maneira como essa medida otimiza os processos de TI da empresa.

    Mais do que agir sobre os sintomas percebidos pelas equipes, na RCA se busca ir mais fundo, identificando e acabando com a causa principal.

    Isso, além de resolver o problema, aumenta a produtividade do negócio a partir da redução de erros e diminui os custos de medidas corretivas, pois acaba com a necessidade de se fazer o mesmo reparo mais de uma vez.

    Root Cause Analysis

    COMO COLOCAR UMA RCA EM PRÁTICA?

    Não existe uma única forma de realizar uma RCA, contudo, existem metodologias mais comuns, divididas em etapas e que acabam se mostrando bastante eficientes.

    Vejamos uma dessas formas de operacionalizar a RCA:

    PRIMEIRA FASE: DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

    Esse é o ponto de partida e uma das fases mais importantes do processo. A partir da observação, os profissionais de TI se baseiam nos seguintes questionamentos:

    • O que você visualizou?
    • Quais são os sintomas específicos?

    SEGUNDA FASE: COLETA DE DADOS

    Aqui, o foco é levantar as informações capazes de responder aos itens seguintes:

    • Que provas existem de que o problema ocorreu?
    • Há quanto tempo o problema existe?
    • Qual(is) o(s) impacto(s) desse problema para o negócio?

    Os gestores e gerentes de TI necessitam analisar a situação por completo antes de poder indicar os fatores que contribuíram para o surgimento do problema.

    Desse modo, para alcançar uma eficiência maior na RCA, é necessário que todos os envolvidos entendam a situação e deem a sua opinião.

    Afinal, os indivíduos que estão mais próximos dos processos tendem a estar mais familiarizadas com o problema e podem ajudar a levar a uma melhor compreensão dos fatos.

    TERCEIRA FASE: IDENTIFICAÇÃO DAS POSSÍVEIS CAUSAS

    Nessa fase, o mais importante é identificar o maior número de fatores causais possível. Para isso, pode ser muito útil responder aos seguintes itens:

    • Que sequência de eventos ocasionou o problema?
    • Que condições viabilizaram a ocorrência do problema?
    • Que outros problemas permeiam a ocorrência do problema central?

    É importante mencionar que existem métodos que podem auxiliar na identificação de fatores causais. Duas das mais utilizadas são o Diagrama de Causa e Efeito — ou espinha de peixe, como também é conhecido — e a técnica dos “5 porquês”.

    QUARTA ETAPA: IDENTIFICAÇÃO DA CAUSA RAIZ

    Nessa etapa, chega-se ao cerne do problema. Aqui, trabalha-se com o intuito de encontrar a raiz da falha para, então, tentar solucioná-la.

    Mais uma vez, alguns questionamentos são a base para aprimorar o processo. Vejamos quais são:

    • Por que existe o fator causal?
    • Qual é a verdadeira razão do problema ter ocorrido?

    QUINTA ETAPA: CRIAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÕES

    Finalizado o processo de identificação da causa raiz, o foco agora passa a ser a solução do problema. De início, as respostas necessárias são:

    • O que pode ser feito para evitar que o problema retorne?
    • Como a solução será implementada?
    • Quem será responsável por isso?
    • Quais os riscos envolvidos ao se optar por essa solução?

    É primordial analisar com cuidado o processo de causa e efeito para que se possa identificar quais as mudanças necessárias para os diversos sistemas envolvidos.

    Além disso, o processo deve ser planejado com antecedência para prever os desdobramentos da solução. Dessa forma, fica mais fácil detectar possíveis falhas antes que elas aconteçam.

    Por fim, a Root Cause Analysis é uma função altamente estratégica dentro do cenário de TI de uma empresa. O poder de aprimoramento proporcionado pela metodologia é facilmente notado a partir da otimização da infraestrutura de TI e da redução constante dos mais diferentes erros que podem acontecer.

    Gostou do artigo? Quer se informar melhor sobre os temas mais recentes e relevantes da TI? Então, assine a nossa newsletter e receba os nossos conteúdos direto no seu e-mail!

    Flexa

  • 7 DICAS PARA EVITAR A PERDA DE DADOS EM EMPRESAS

    A proteção dos dados da empresa é um trabalho de vital importância para a manutenção de qualquer organização. Tanto grandes negócios quanto pequenos empreendedores precisam se prevenir contra a perda de dados em empresas, ou podem ter sérios problemas com seus processos e serviços.

    Existem várias coisas que podem afetar o armazenamento de dados dentro de uma empresa. Ataques de hackers, malwares, erros humanos etc. Não se prevenir contra essas eventualidades pode causar a perda de dados bancários de clientes, informações sigilosas da empresa ou simplesmente algum trabalho já concluído, mas não entregue, que precisará ser refeito.

    Para evitar esse tipo de problema dentro do seu negócio, trouxemos aqui sete dicas práticas para evitar a perda de dados em empresas. Acompanhe:

    1. FAÇA MÚLTIPLOS BACKUPS

    A regra mais básica para evitar que seus dados empresariais sejam perdidos é ter múltiplas formas de armazenamento. Essa redundância permite que, mesmo que uma das fontes seja comprometida, ainda seja possível acessar os dados sem dificuldades. Quando se trata de informações muito importantes para o funcionamento da empresa, é melhor que elas estejam sempre disponíveis.

    Essas múltiplas formas de armazenamento podem ser bem diferentes. O ideal é que haja, primeiro, cópias dos dados em hardwares diferentes. Se sua empresa possui um conjunto de servidores próprios, deve haver mais de uma pasta. Assim, sempre que um dos arquivos for comprometido, o seguinte pode ser acionado e os processos da empresa não serão interrompidos.

    2. UTILIZE O ARMAZENAMENTO EM NUVEM

    Outra forma de evitar a perda de dados em empresas é ter um sistema de armazenamento compartilhado em nuvem. Muitas empresas adotam essa solução não só porque ela facilita o compartilhamento de informações, mas também porque ela pode dificultar o seu rastreamento. Servidores terceirizados possuem criptografias e protocolos de segurança próprios, que costumam ser bem sofisticados, para barrar qualquer ataque.

    Da mesma forma, os dados armazenados em nuvem podem ser recuperados a partir de qualquer localidade, o que facilita bastante o restabelecimento dos serviços. Assim, quando ocorre uma invasão ao sistema ou é necessário desativar algumas máquinas para evitar que um vírus se espalhe, será possível dar continuidade ao trabalho em outro equipamento.

    3. TENHA FERRAMENTAS DE SEGURANÇA ATUALIZADAS

    A perda de dados em empresas, em boa parte dos casos, é consequência de uma falha nos esquemas de segurança da empresa. Provavelmente por causa de softwares de antivírus e anti-malware de baixa qualidade e/ou desatualizados. Essas são vulnerabilidades relativamente fáceis de corrigir, o que as torna prioritárias em qualquer lista.

    O mesmo vale para esquemas de firewall e criptografias utilizadas. As ameaças virtuais estão em constante processo de especialização e melhoria. Se sua empresa não desenvolve novas maneiras de evitá-las, elas logo vão ultrapassar sua capacidade de preveni-las e/ou remediá-las. Mesmo algo sem relação aparente, como um software de gestão antigo, pode gerar problemas no armazenamento de dados e comprometer o desempenho da empresa.

    4. TREINE SUA EQUIPE NO USO DO SISTEMA

    Nem toda perda de dados em empresas é causada por ações mal intencionadas ou fatores externos. Boa parte dos problemas relacionados ao armazenamento de informações pode ocorrer por erro humano. Arquivos colocados em pastas erradas, problemas de organização, abertura de e-mails suspeitos, abrir ou fechar programas enquanto estão processando os dados, tudo pode ser uma porta para alguma ameaça passiva ou oportunidade para uma perda.

    Por isso, é importante que cada colaborador saiba como utilizar corretamente as ferramentas disponíveis. Assim, o risco de perda será consideravelmente menor. Da mesma forma, é possível capacitá-los para reagir de forma correta diante de alguma possibilidade de ameaça. Entender quando é o momento de chamar ou não a equipe de suporte pode poupar muito tempo de trabalho e evitar várias perdas.

    5. FAÇA O MONITORAMENTO DE DADOS

    Como já mencionamos, boa parte da perda de dados em empresas pode ser evitada com ações preventivas. Uma delas é utilizar ferramentas de monitoramentos de dados. De forma simples, essa tecnologia serve para acompanhar o fluxo de informações dentro da empresa, buscando ativamente por falhas e vulnerabilidades. Uma vez encontradas, a equipe pode se dedicar a corrigi-las.

    O monitoramento de dados não soluciona as falhas por conta própria. Pode ser necessário fazer correções, alterar configurações, buscar novas ferramentas, entre outras medidas. Mas possuir um esquema de monitoramento ativo evita que alguma ameaça se instale sem ser detectada.

    6. ESCOLHA AS MELHORES FERRAMENTAS DE ARMAZENAMENTO

    As chances de que ocorra alguma perda de dados em empresas é diretamente relacionada à qualidade das ferramentas que são adotadas. Diferentes soluções de dados quase sempre envolvem protocolos mais ou menos estruturados, o que pode dificultar ou facilitar a entrada de qualquer ameaça, assim como as possibilidades de erro humano. Softwares de gestão muito complexos são difíceis de dominar e geram mais oportunidades de erros.

    Considerar esses fatores na hora de contratar uma solução terceirizada de armazenamento ou ao buscar sistemas próprios para esse objetivo é muito importante. Verifique quais funcionalidades se adéquam à sua necessidade e qual nível de segurança atende os riscos do seu negócio. Esse investimento fará toda a diferença caso ocorra algum incidente.

    7. TENHA UM TIME DEDICADO À SEGURANÇA DE DADOS

    É importante lembrar que os sistema de armazenamento de dados de qualquer empresa devem ser acompanhados por uma equipe técnica dedicada. Ela pode ser contratada pela própria companhia ou ser terceirizada, mas deve sempre estar presente. A atuação desses especialistas é o que vai permitir atualizações e ajustes rápidos, minimizando riscos.

    Além disso, é importante ter ao menos um profissional interno especializado no setor de TI para lidar com as equipes terceirizadas. Ele poderá atuar como representante do seu negócio, compreendendo melhor as demandas e maximizando o efeito positivo dessas soluções dentro dos processos da empresa.

    Agora que você já sabe como evitar a perda de dados em empresas, pode começar a implementar essas soluções. Acha que essas dicas podem ajudar outras pessoas a se prevenirem? Então, compartilhe este post em suas redes sociais e mostre como é possível evitar problemas de armazenamento de dados no dia a dia dos negócios.

  • 7 FERRAMENTAS PARA OTIMIZAÇÃO DO TRABALHO DE GERENTES DE TI

    Um setor de tecnologia da informação (TI) desorganizado causa trabalho extra, perda de tempo e desmotivação de todos em uma equipe. Somado a isso, fazer gestão em meio ao caos gera prejuízos para a empresa.

    Para ajudar nisso, os avanços da tecnologia e tantos investimentos na área trouxeram diversas ferramentas de otimização do trabalho para os gerentes de TI. Listamos, a seguir, sete desses instrumentos.

    1. COMPUTAÇÃO NA NUVEM

    De forma a melhorar os processos de gestão do setor de TI, é interessante pensar na contratação de soluções de infraestrutura como serviço (IaaS). IaaS é uma infraestrutura provisionada e gerenciada pela internet.

    A contratação de infraestrutura na nuvem tem como benefícios:

    REDUÇÃO DE CUSTOS

    Não é mais necessária a compra de máquinas robustas para montar servidores e nem de licenças de softwares que precisam de renovação a cada ano. O serviço de infraestrutura provê tudo isso.

    O espaço físico para armazenar esses servidores e todo o esquema de refrigeração também não é mais necessário. Por esse motivo, a economia de energia é algo aparente e real.

    ESCALABILIDADE

    Com uma infraestrutura na nuvem, é possível aumentar ou diminuir os recursos conforme a necessidade. Não há limites para o crescimento da empresa.

    AUMENTO DE PRODUTIVIDADE

    A empresa fornecedora de IaaS disponibiliza equipes especializadas totalmente focadas na infraestrutura e que garantem a continuidade do serviço. Desse modo, desafoga os funcionários internos e aumenta a produtividade da empresa contratante.

    CENTRALIZAÇÃO

    A computação na nuvem traz a centralização dos dados e dos documentos. Realizar a gestão dos arquivos em um único lugar facilita o controle de acesso e o monitoramento, otimizando a gestão.

    2. PROCESSOS COM BIZAGI

    Para manter um ambiente organizado e otimizar a gestão, é preciso definir uma cultura de padronização dentro do setor de TI. O Bizagi é uma ferramenta gratuita para construção de processos e permite a criação de fluxos com diversas atividades e suas relações. Além disso, possibilita o trabalho colaborativo e realiza a exportação dos fluxos para diversos formatos.

    3. FERRAMENTAS DE BUSINESS INTELLIGENCE (BI)

    É importante investir em uma ferramenta de BI dentro de uma empresa, pois ela apresenta os indicadores de cada setor, em forma gráfica, permitindo a visualização em tempo real dos dados e com informações fidedignas.

    O BI agrega valor para a empresa e mostra a importância do setor de TI para a corporação. Com os indicadores de desempenho gerados por ele, é possível identificar os problemas e avaliar as políticas de gestão.

    Com esses resultados, os processos e as rotinas do setor podem ser melhorados conforme a necessidade. Além disso, esses parâmetros facilitam na tomada de decisões para a melhoria da área.

    Existem muitas ferramentas de BI, mas as mais comuns são o Qlik, o Tableau e o Power BI, da Microsoft. Entre elas, a Qlik e o Power BI possuem licenças gratuitas.

    4. TRELLO

    O Trello é uma ferramenta que auxilia na organização dos projetos e tarefas de forma colaborativa. As tarefas são listadas em painéis, de forma organizada, permitindo o compartilhamento entre a equipe. É possível configurar prazos de entrega, anexar arquivos, separar tarefas por categoria e criar mais de um projeto.

    É uma ferramenta gratuita, podendo ser acessada de computadores ou qualquer dispositivo móvel. Possui uma versão mais completa, porém paga. Ela é super intuitiva e de fácil aprendizado. Com as tarefas em ordem, a otimização da gestão é aplicada e o gestor consegue manter o controle de todas as tarefas do setor.

    5. HANGOUT

    O Hangout é uma ferramenta do Google que permite a realização de videoconferência com uma ou mais pessoas. Ganhe tempo realizando reuniões com outro setor da empresa ou até mesmo com clientes e fornecedores, sem a necessidade de deslocamento ou ocupação de sala de reunião. O Hangout permite gravar as chamadas para consultas posteriores.

    6. TEAMVIEWER

    O TeamViewer é uma ferramenta de acesso remoto e o seu principal objetivo é facilitar a ligação entre dois computadores conectados à internet. Ou seja, para a resolução de problemas não é necessário o envio do técnico até o computador, pois o problema pode ser resolvido a distância.

    Além disso, o técnico que está resolvendo o chamado remotamente pode contar com o auxílio de outros para a resolução do problema da melhor forma possível.

    Um chamado em aberto, por exemplo, pode ser resolvido de forma mais ágil, por meio de um simples acesso remoto. Com isso, a fila de chamados tende a diminuir mais rapidamente.

    7. FERRAMENTAS DE SUPORTE A METODOLOGIAS

    No caso de uma equipe de TI focada em desenvolvimento de software, utilizar metodologias ágeis, como o Scrum ou o Kanban, simplificam a gestão.

    As metodologias ágeis diminuem o tempo perdido em documentações muito extensas, trazem o cliente para mais perto do desenvolvimento e, consequentemente, as chances de bugs diminuem consideravelmente, uma vez que os testes são realizados com mais frequência em pequenos desenvolvimentos que são entregues constantemente ao cliente.

    Como ferramenta para dar suporte a metodologia ágil, existe o JIRA. O JIRA é um aplicativo para gestão de projetos que permite controlar mais de um projeto ao mesmo tempo, pode ser dividido por áreas e permite a escolha de metodologias ágeis de gestão, como o Kanban e o Scrum, já mencionados. Ele não é gratuito, mas tem um custo baixo.

    Já para uma equipe de TI focada em suporte, a utilização do ITIL permite a otimização da experiência do cliente, além de oferecer serviços e processos mensuráveis e com possibilidades de melhorias.

    Como ferramenta para dar suporte ao ITIL, existe o OpMon. É um software que monitora o ambiente de TI e ajuda no acompanhamento em tempo real do desempenho das atividades da empresa. Gera relatórios de capacidade, SLA e SLM.

    Um setor de TI com processos bem definidos e outras ferramentas de otimização tende a trazer ganhos para a companhia, simplificando a vida do gestor e levando benefícios a toda a equipe. Uma gestão organizada ganha em produtividade, economia e motivação para todos.

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  • SAIBA COMO APLICAR E DEFINIR OS INDICADORES DE DESEMPENHO NO SEU SETOR DE TI

    Para que a empresa seja competitiva no mercado, é importante que todos os departamentos trabalhem alinhados para aumentar a produtividade e melhorar a performance. Entre as ferramentas que a companhia pode utilizar para direcionar esse processo de aperfeiçoamento estão os indicadores de desempenho — ou KPIs. Você sabe como defini-los para o setor de TI?

    Neste post, nós vamos contar como estabelecer metas para definir seus KPIs, bem como os principais indicadores utilizados pelas equipes de TI. Quer saber quais são eles? Continue a leitura!

    O QUE SÃO INDICADORES DE DESEMPENHO?

    KPIs (Key Performance Indicators) ou indicadores-chave de desempenho são ferramentas importantes que permitem o acompanhamento de nível de sucesso dos processos de uma empresa ou de um determinado departamento.

    Eles permitem analisar a situação de um setor e até mesmo da empresa de forma objetiva, baseada em dados que mostram se os objetivos foram alcançados ou não. Os KPIs ampliam a visão dos gestores, tornam os relatórios consistentes e permitem identificar se a empresa está no caminho certo para atingir suas metas.

    COMO DEFINIR KPIS PARA O SETOR DE TI?

    É muito importante definir os indicadores de desempenho após uma ampla discussão e o estabelecimento de um acordo entre gestores e colaboradores.

    A chefia precisa direcionar a equipe quanto aos pontos que devem ser melhorados, levando em consideração as competências de cada membro, a adequação das tarefas a essas características e cuidar para a formação de um time apto a tocar o projeto. Porém, os colaboradores também precisam ser ouvidos.

    É a avaliação deles que permite a formulação de objetivos e indicadores viáveis, a descrição das condições necessárias para que eles sejam cumpridos e os prazos com os quais a equipe pode se comprometer de forma realista.

    Depois da definição, os indicadores de desempenho devem ser classificados de acordo com sua ordem de prioridade. Eles devem seguir um caminho lógico que conduz à solução dos objetivos mais curtos que, quando somados e sincronizados, levam ao cumprimento da estratégia global do negócio.

    CUIDADOS NA DEFINIÇÃO DE KPIS

    Todo o processo de definição de indicadores de desempenho deve ser cuidadoso. Porém, dois aspectos merecem uma análise mais atenta, devido à sua importância para o cumprimento dos objetivos estratégicos de uma organização:

    1. SELEÇÃO DE OBJETIVOS E CRITÉRIOS IRRELEVANTES

    Ao definir os indicadores de desempenho para o setor, o gestor e a equipe devem se certificar de que eles realmente contribuem para alcançar os objetivos estratégicos da organização.

    Isso é importante porque, se eles não forem definidos dessa maneira, seu setor de TI terá um time que trabalha muito, alcança as metas propostas, mas que não produz resultados efetivos para a companhia.

    Nesse caso, em pouco tempo, sua equipe pode ser vista como um custo adicional à organização, e não como uma potencializadora de performance e resultados.

    2. SELEÇÃO DE OBJETIVOS E CRITÉRIOS SUBJETIVOS

    Cuidado com verbos como melhorar, contribuir, aprimorar… Eles podem representar ideias nobres e interessantes, mas, na prática, sua equipe não saberá como mensurar esses resultados ou mesmo apresentá-los à sua diretoria e outros setores.

    Trabalhe com dados concretos, que possam ser mensurados. O que é “melhorar o atendimento ao cliente”? É preciso traduzir isso em números, como “garantir que a taxa de solução de problemas na primeira chamada aumente de 4 em cada 10, para 7 em cada 10”. A melhoria precisa ser mensurável.

    Uma boa alternativa é praticar alguma metodologia. Vamos sugerir a SMART, mas sua equipe pode escolher outra opção. Segundo esse conceito, o estabelecimento de metas se baseia em um acróstico em que cada letra significa uma característica que ela deve ter:

    S – específica (specific)

    M – mensurável (measurable)

    A – atingível (attainable)

    R – relevante (relevant)

    T – temporizável (time-bound)

    QUE INDICADORES A EQUIPE DE TI DEVE UTILIZAR?

    Essa não é uma resposta simples, pois a escolha dos KPIs mais apropriados depende das atividades e contexto da organização. Por isso, um processo de definição colaborativo é a melhor opção para obter resultados relevantes.

    No entanto, vamos falar de alguns dos principais KPIs e explicar sua importância e, a seguir, listar outros indicadores de performance que podem ser utilizados em seu departamento.

    QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS INDICADORES PARA A ÁREA DE TI?

    TAXA DE RESOLUÇÃO NA PRIMEIRA CHAMADA:

    Indica o índice de casos ou problemas resolvidos logo no primeiro contato do solicitante. Além de promover uma boa experiência para o cliente (interno ou externo), uma taxa elevada significa a redução dos custos operacionais e do retrabalho, satisfação do usuário atendido e o consequente aumento das chances de novos negócios.

    SERVICE LEVEL AGREEMENT (SLA)

    Esse indicador mensura o nível de serviço. Trata-se de uma análise simples, que avalia o volume de ligações atendidas, bem como o tempo necessário para obter uma solução efetiva.

    NÚMERO DE INCIDENTES DE SEGURANÇA

    Atualmente, sabemos o quanto é necessário as empresas tomarem cuidado com seus próprios dados e, principalmente, os de seus clientes. Por isso, esse indicador deve ter uma taxa baixíssima.

    SATISFAÇÃO DO CLIENTE

    Em qualquer ramo de negócios, a satisfação do cliente é fundamental. Isso vale também para os colaboradores atendidos internamente. Essa avaliação mostra se a equipe de TI precisa reformular sua atuação, alterar pontos estratégicos ou realizar mudanças.

    E QUANTO A OUTROS INDICADORES?

    Embora tenhamos explicado de forma um pouco mais extensa cada um dos indicadores acima e sua importância, o fato é que a equipe de TI tem uma quantidade enorme de tarefas.

    Por isso, de acordo com o contexto da própria empresa, é importante que a equipe e seu gestor definam quais são os apontadores mais relevantes para atender bem aquela clientela e/ou seu público interno. A seguir, vão algumas sugestões:

    KPIS PARA AVALIAR A INFRAESTRUTURA:

    • número de falhas em um determinado período (falhas de rede, quedas na internet);
    • uptime de serviços;
    • tempo médio entre falhas;
    • tempo médio entre reparos.

    KPIS PARA AVALIAR O DESENVOLVIMENTO:

    • taxa de versões lançadas dentro do prazo previsto;
    • taxa de problemas (bugs) para cada lançamento;
    • tempo necessário para a correção dos bugs;
    • horas de trabalho dispensadas para a correção de bugs;
    • divisão do período trabalhado (contagem das horas utilizadas em cada etapa de um lançamento: atividades de integração, suporte, análise de eventos, correções e melhorias no software etc.).

    KPIS PARA AVALIAR O HELP DESK:

    • média de chamados atendidos por atendente;
    • média de horas por chamado;
    • taxa (percentual) de chamados concluídos dentro do SLA;
    • número de chamados para a solução de um problema (por parte do solicitante);
    • tempo médio para a solução de um problema;
    • média de custo por chamado;
    • média de ociosidade por atendente.

    Entendeu como a equipe de TI pode definir indicadores de desempenho para melhorar sua performance? Gostou do post? Quer ter acesso a outros conteúdos como este? Então, siga-nos agora mesmo no Facebook e no LinkedIn e não perca nenhuma novidade!

  • Inteligência Artificial Generativa Desenha Sequências de DNA para Ativar e Desativar Genes

    Inteligência Artificial Generativa Desenha Sequências de DNA para Ativar e Desativar Genes

    Introdução

    Aninhadas em nossos genomas estão sequências minúsculas com um imenso poder de controlar genes próximos. Conhecidas como elementos cis-regulatórios (CREs), essas sequências de DNA podem ligar ou desligar genes adjacentes. Recentemente, pesquisadores da Escola de Medicina de Yale, do Laboratório Jackson e do Instituto Broad do MIT e da Universidade de Harvard desenvolveram um novo método de inteligência artificial generativa para projetar elementos regulatórios inéditos que controlam precisamente como os genes são expressos nas células.

    A Importância dos Elementos Cis-Regulatórios

    Os CREs desempenham um papel crucial na regulação da expressão gênica. Ao funcionar como interruptores moleculares, eles determinam se um gene é ativado ou silenciado em um determinado tipo de célula. Essa especificidade é essencial para o funcionamento correto dos organismos, garantindo que genes sejam expressos apenas onde e quando são necessários. A compreensão e manipulação desses elementos têm implicações significativas na biologia e na medicina, especialmente em terapias gênicas direcionadas.

    Desenvolvimento da Plataforma CODA

    A nova plataforma de inteligência artificial, denominada Computational Optimization of DNA Activity (CODA), utiliza aprendizado profundo para gerar novas sequências de DNA que funcionam como CREs sintéticos. Semelhante a ferramentas conhecidas como DALL-E e ChatGPT, o CODA é treinado em grandes conjuntos de dados de elementos regulatórios naturais, permitindo-lhe criar sequências que são eficazes na ativação ou desativação de genes em tipos específicos de células. “Este projeto essencialmente pergunta: ‘Podemos aprender a ler e escrever o código desses elementos regulatórios?’”, explica Steven Reilly, PhD, professor assistente de genética na YSM e um dos autores principais do estudo.

    Aplicações Potenciais na Terapia Gênica

    Controlar como os genes são expressos em certos tipos de células pode, um dia, melhorar significativamente as terapias gênicas. Essas terapias têm o potencial de reescrever mutações causadoras de doenças, mas métodos mais eficazes são necessários para entregar os tratamentos diretamente às células afetadas. Por exemplo, atingir neurônios específicos que falham na doença de Parkinson ou células imunológicas que abrigam o HIV. A plataforma CODA pode ajudar a direcionar terapias gênicas a células doentes de maneira mais precisa, evitando efeitos colaterais em partes saudáveis do corpo.

    Resultados Promissores e Futuras Direções

    Os pesquisadores testaram os elementos regulatórios projetados pela IA em células de sangue, fígado e cérebro cultivadas em laboratório e descobriram que, em muitos casos, os elementos sintéticos eram mais específicos para um tipo celular do que quaisquer sequências naturais conhecidas. Testes subsequentes em peixes-zebra e camundongos vivos mostraram que essas sequências também funcionavam para ativar genes de teste em tipos celulares específicos nos animais. Em um caso, um elemento regulatório projetado ativou um gene repórter apenas em uma camada muito específica de células no cérebro do camundongo, apesar de ter sido entregue em todo o corpo do animal.

    Conclusão

    A capacidade de projetar sequências de DNA que controlam a expressão gênica com alta precisão abre novas fronteiras na pesquisa biomédica. A plataforma CODA representa um avanço significativo, combinando inteligência artificial e biologia molecular para criar ferramentas que modulam a expressão gênica de maneiras inéditas. “Talvez a evolução nunca tenha querido construir um grande condutor para um medicamento contra o Alzheimer, mas isso não significa que não possa existir”, afirma Reilly. Com futuros estudos, os pesquisadores planejam expandir o uso da CODA para desenvolver terapias gênicas direcionadas para uma variedade de doenças genéticas, potencialmente superando as limitações impostas pela evolução natural.

  • Estudo Revela que Humanos Protegem Robôs de IA da Exclusão em Brincadeiras

    Estudo Revela que Humanos Protegem Robôs de IA da Exclusão em Brincadeiras

    Em um estudo recente conduzido pelo Imperial College London, descobriu-se que humanos demonstram empatia e tendem a proteger agentes virtuais de Inteligência Artificial (IA) que são excluídos durante interações lúdicas.

    Os pesquisadores utilizaram um jogo virtual chamado “Cyberball”, no qual os participantes lançam uma bola virtual entre si na tela. O objetivo era observar como 244 indivíduos, com idades entre 18 e 62 anos, reagiriam ao ver um agente de IA sendo excluído por outro jogador humano.

    Em algumas versões do jogo, o jogador humano compartilhava a bola de forma justa com o agente de IA. Em outras, o agente de IA era deliberadamente excluído, recebendo a bola com menos frequência. Os resultados mostraram que a maioria dos participantes buscou corrigir essa injustiça, passando a bola com mais frequência para o agente de IA excluído. Notavelmente, participantes mais velhos demonstraram uma tendência ainda maior em perceber e agir contra a exclusão.

    Implicações para o Design de Agentes Virtuais

    A pesquisa sugere que os humanos têm uma inclinação natural para tratar agentes de IA como seres sociais. Jianan Zhou, principal autor do estudo e membro da Dyson School of Design Engineering do Imperial, comentou: “Este estudo oferece uma visão única sobre como os humanos interagem com a IA, com implicações interessantes para o design desses sistemas e para nossa compreensão psicológica.”

    À medida que os agentes virtuais se tornam mais comuns em tarefas colaborativas e interações diárias, entender essa dinâmica torna-se crucial. Os pesquisadores alertam que, embora essa tendência possa ser benéfica em ambientes de trabalho colaborativos, pode ser preocupante quando agentes virtuais começam a substituir interações humanas em contextos sociais ou de saúde mental.

    Dr. Nejra van Zalk, coautora sênior do estudo, acrescentou: “Nossos resultados levantam questões importantes sobre como as pessoas percebem e interagem com esses agentes. Evitar o design de agentes excessivamente humanizados pode ajudar as pessoas a distinguir melhor entre interações virtuais e reais.”

    Próximos Passos na Pesquisa

    Reconhecendo que o cenário do jogo virtual pode não representar totalmente as interações humanas reais, os pesquisadores planejam conduzir experimentos adicionais. Estes envolverão conversas face a face com agentes virtuais em diferentes contextos, permitindo avaliar se os resultados se estendem a outras formas de interação.

    Conclusão

    Este estudo destaca a necessidade de considerar as percepções humanas ao projetar agentes de IA. Ao entender que as pessoas podem tratar esses agentes como seres sociais, os desenvolvedores têm a oportunidade de criar experiências mais conscientes e responsáveis, equilibrando eficiência tecnológica com considerações éticas e psicológicas.