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  • 158 Anos de História Destruídos em Semanas: O Caso que Todo CEO Precisa Conhecer

    Uma senha fraca. Uma empresa centenária. 700 famílias sem emprego. Essa história real mostra por que cibersegurança deixou de ser “coisa de TI” para se tornar questão de sobrevivência empresarial.

    A Knights of Old (KNP), uma tradicional transportadora britânica fundada em 1865, sobreviveu a duas guerras mundiais, à Grande Depressão e a mais de um século de transformações econômicas. Operava 500 caminhões, empregava 700 pessoas e era uma referência no setor logístico do Reino Unido.

    Em 2023, tudo isso acabou — não por uma crise de mercado, não por má gestão financeira, não por um concorrente mais forte. A empresa faliu porque um funcionário usava uma senha fraca.

    O Ataque: Simplicidade Devastadora

    O grupo criminoso Akira não precisou de ferramentas sofisticadas, exploits de zero-day ou engenharia social elaborada. Eles simplesmente adivinharam a senha de um funcionário cujo acesso não estava protegido por autenticação multifator (MFA).

    Uma vez dentro da rede, os hackers agiram com precisão cirúrgica: criptografaram todos os dados operacionais da empresa — rotas, contratos, informações de clientes — e, de forma ainda mais cruel, destruíram todos os backups e sistemas de recuperação de desastres.

    A mensagem deixada pelo grupo foi direta: “Se você está lendo isto, significa que a infraestrutura interna da sua empresa está total ou parcialmente morta.”

    O resgate exigido: £5 milhões (aproximadamente R$ 35 milhões). Um valor que a KNP simplesmente não tinha.

    O Colapso

    Sem acesso aos sistemas, os caminhões pararam. Sem dados de rotas e contratos, as operações cessaram. Em questão de semanas, a empresa declarou insolvência. O diretor Paul Abbott, em entrevista à BBC, revelou que nunca contou ao funcionário responsável que sua senha havia sido a porta de entrada para o ataque. “Como você diz a alguém que uma escolha individual contribuiu para a falência de uma empresa de 158 anos?”

    A KNP tinha compliance padrão de indústria. Tinha seguro contra ciberataques. Nada disso foi suficiente.

    O Alerta para o Brasil

    Se você acha que isso é um problema distante, os números brasileiros são ainda mais preocupantes:

    • 29% das empresas brasileiras sofreram ao menos um ataque de ransomware em 2025
    • 73% não possuem seguro contra riscos cibernéticos
    • A senha mais comum no Brasil continua sendo “123456” — quebrável em menos de 1 segundo
    • Segundo a Kaspersky, 45% das senhas podem ser adivinhadas por hackers em menos de um minuto
    • O valor médio de resgate em ataques no Reino Unido gira em torno de £4 milhões (R$ 25,6 milhões)

    Dados do governo britânico mostram que empresas enfrentaram cerca de 19.000 ataques de ransomware apenas em 2024. Um terço das vítimas opta por pagar — o que apenas alimenta o ciclo criminoso.

    As Lições que Custaram 700 Empregos

    O caso da KNP não é sobre tecnologia complexa. É sobre o básico negligenciado:

    1. Senhas Fortes Não São Opcionais Uma senha robusta precisa ter pelo menos 12 caracteres, combinando letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos. Ferramentas de gerenciamento de senhas devem ser padrão corporativo, não exceção.

    2. MFA é Inegociável Se a KNP tivesse autenticação multifator habilitada naquela conta, o ataque provavelmente não teria acontecido. É uma camada de proteção simples que pode significar a diferença entre continuar operando e fechar as portas.

    3. Backup Não é Só Ter — É Proteger Os hackers não apenas criptografaram os dados; eles destruíram os backups. Estratégias de backup precisam incluir cópias offline, geograficamente distribuídas e testadas regularmente. Se o ransomware pode alcançar seu backup, ele não é um backup — é apenas mais um alvo.

    4. Compliance Não Garante Segurança A KNP seguia os padrões da indústria. Tinha seguro. E mesmo assim faliu. Conformidade regulatória é o mínimo, não a proteção completa. Segurança cibernética precisa ser tratada como gestão de risco contínua, não como checkbox em auditoria.

    5. O Fator Humano é o Elo Mais Fraco Treinamento contínuo de colaboradores não é custo — é investimento em sobrevivência. Cada pessoa com acesso a um sistema é uma potencial porta de entrada para atacantes.

    Cibersegurança é Questão de Sobrevivência

    Paul Abbott agora dedica seu tempo a alertar outras empresas. Ele defende a criação de normas obrigatórias de proteção digital — uma espécie de “vistoria cibernética” que comprove que empresas estão realmente seguras.

    Segundo James Babbage, diretor geral de ameaças da Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido, o ransomware é hoje a ameaça cibernética mais significativa do mundo. E cada empresa que paga resgate alimenta esse ecossistema criminoso.

    A realidade é incontornável: no século XXI, cibersegurança não é um custo de TI — é um investimento na própria existência do negócio.


    Como a Flexa Pode Ajudar

    Na Flexa, entendemos que segurança em cloud vai muito além de configurar firewalls. Com mais de 15 anos de experiência como AWS Advanced Partner, ajudamos empresas a construir arquiteturas resilientes que protegem contra as ameaças modernas:

    • Avaliação de Postura de Segurança: Identificamos vulnerabilidades antes que atacantes as encontrem
    • Implementação de Zero Trust: Cada acesso é verificado, cada movimento é monitorado
    • Estratégias de Backup Imutável: Backups que nem mesmo ransomware consegue destruir
    • Automação de Resposta a Incidentes: Detecção e contenção em tempo real
    • Treinamento e Conscientização: Transformamos seu time no primeira linha de defesa, não no elo mais fraco

    A história da Knights of Old não precisa se repetir. Mas a prevenção começa agora.


    Quer saber como está a postura de segurança da sua empresa? Entre em contato com nossos especialistas para uma avaliação.

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    Fontes: BBC, Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC), Kaspersky, ESET, NordPass

  • Inteligência de Ameaças: quais são os benefícios dessa estratégia?

    Os diversos casos de uso da inteligência de ameaças a tornam um recurso essencial para equipes multifuncionais em qualquer organização. 

    Embora seja talvez o mais valioso imediatamente quando ajuda a evitar um ataque, a inteligência de ameaças também é uma parte útil da triagem, análise de risco, gerenciamento de vulnerabilidades e tomada de decisões de amplo escopo.

    Confira!

    → Antes de avançar na leitura deste artigo, talvez você queira dar uma olhada nos textos anteriores que já publicamos. Aqui estão eles:

    1. Inteligência de Ameaças: por que essa estratégia é importante para as empresas?
    2. Tipos de inteligência de ameaças: qual deles implementar em sua empresa?

    A inteligência de ameaças fornece respostas a incidentes

    Os analistas de segurança encarregados da resposta a incidentes relatam alguns dos mais altos níveis de estresse do setor, e não é de admirar o porquê. A taxa de incidentes cibernéticos aumentou constantemente nas últimas duas décadas, e uma alta proporção de alertas diários acabou sendo falsa positivos. 

    Ao lidar com incidentes reais, os analistas geralmente precisam gastar tempo classificando minuciosamente os dados manualmente para avaliar o problema.

    A inteligência de ameaças reduz a pressão de várias maneiras:

    • identificando e descartando automaticamente falsos positivos;
    • enriquecendo alertas com contexto em tempo real, como pontuações de risco personalizadas;
    • comparando informações de fontes internas e externas.

    Veja agora como uma estratégia de inteligência de ameaças bem estruturada e executada potencializa a resposta ágil e eficiente a incidentes!

    A inteligência de ameaças melhora as operações de segurança

    A maioria das equipes de operações de segurança deve lidar com grandes volumes de alertas gerados pelas redes que monitoram. A triagem desses alertas leva muito tempo e muitos nunca são investigados, gerando uma certa “fadiga” que leva os profissionais a não considerar a seriedade dos problemas como deveriam. 

    A inteligência contra ameaças resolve muitos desses problemas, ajudando a coletar informações com mais rapidez e precisão, filtrar alarmes falsos, acelerar a triagem e simplificar a análise. Com ela, os analistas podem parar de perder tempo buscando alertas com base em:

    • ações com maior probabilidade de serem inócuas do que maliciosas;
    • ataques que não são relevantes para a empresa;
    • ataques para os quais já existem defesas e controles.

    Além de acelerar a triagem, a inteligência de ameaças pode ajudar as equipes de segurança a simplificar a análise e a contenção de incidentes.

    Torna o gerenciamento de vulnerabilidades mais potente

    O gerenciamento eficaz de vulnerabilidades significa mudar de uma abordagem de “corrigir tudo, o tempo todo” — que ninguém pode alcançar de forma realista — para priorizar com base no risco real.

    Embora o número de ameaças tenha aumentado a cada ano, pesquisas mostram que a maioria delas tem como alvo a mesma pequena proporção de vulnerabilidades. Os agentes de ameaças também são mais rápidos: agora leva apenas quinze dias, em média, entre o anúncio de uma nova vulnerabilidade e o aparecimento de uma exploração direcionada a ela.

    Isso tem duas implicações:

    1. Você tem duas semanas para corrigir seus sistemas contra uma nova exploração. Se não puder efetuar correções nesse período, tenha um plano para mitigar os danos.
    2. Se uma nova vulnerabilidade não for explorada dentro de duas semanas a três meses, corrigi-la pode ter prioridade mais baixa.

    A inteligência de ameaças ajuda a identificar as vulnerabilidades que representam um risco real para sua organização, combinando dados de varredura de vulnerabilidade interna, dados externos e contexto adicional sobre os agentes de ameaças.

    Facilita a análise de riscos

    A modelagem de risco pode ser uma maneira útil para as organizações definirem prioridades de investimento. Mas muitos modelos de risco sofrem de resultados vagos e não quantificados que são compilados às pressas, com base em informações parciais, em suposições infundadas ou sobre as quais é difícil agir.

    A inteligência de ameaças fornece contexto que ajuda a fazer medições de risco definidas. Ela pode ajudar a responder perguntas como:

    • Quais agentes de ameaças estão usando esse ataque e têm como alvo nosso setor?
    • Com que frequência esse ataque específico foi observado recentemente por empresas como a nossa?
    • A tendência é de alta ou de baixa?
    • Quais vulnerabilidades esse ataque explora e essas vulnerabilidades estão presentes em nossa empresa?
    • Que tipo de dano, técnico e financeiro, esse ataque causou em empresas como a nossa?

    Garante prevenção de fraudes

    Para manter sua organização segura, não basta apenas detectar e responder às ameaças que já exploram seus sistemas. Você também precisa evitar usos fraudulentos de seus dados ou marca.

    A inteligência de ameaças coletada de comunidades criminosas clandestinas fornece uma janela para as motivações, métodos e táticas dos agentes de ameaças. Especialmente quando está correlacionada com informações da web de superfície, incluindo feeds e indicadores técnicos.

    Use a inteligência de ameaças para evitar:

    • Fraude de pagamento — O monitoramento de fontes como comunidades criminosas, sites de colagem e outros fóruns para números de cartões de pagamento relevantes, números de identificação bancária ou referências específicas a instituições financeiras pode fornecer avisos antecipados de ataques futuros que podem afetar sua organização.
    • Dados comprometidos — Os cibercriminosos carregam regularmente caches massivos de nomes de usuário e senhas na dark web, ou disponibilizando-os para venda em mercados clandestinos. Monitore essas fontes para ficar atento a credenciais vazadas, dados corporativos ou código proprietário.
    • Typosquatting — Receba alertas em tempo real sobre domínios de phishing e typosquatting recém-registrados para evitar que cibercriminosos se passem por sua marca e defraudem usuários desavisados.

    Liderança de segurança

    Os líderes de segurança devem gerenciar os riscos equilibrando os recursos disponíveis limitados com a necessidade de proteger suas organizações contra ameaças em constante evolução. 

    A inteligência de ameaças pode ajudar a mapear o cenário de riscos, calcular impactos e fornecer à equipe de segurança o contexto para tomar decisões melhores e mais rápidas.

    Hoje, os líderes de segurança devem:

    • avaliar riscos comerciais e técnicos, incluindo ameaças emergentes e “incógnitas conhecidas” que podem afetar os negócios;
    • identificar as estratégias e tecnologias certas para mitigar os riscos;
    • comunicar a natureza dos riscos à alta administração e justificar os investimentos em medidas defensivas.

    A inteligência de ameaças pode ser um recurso crítico para todas essas atividades, fornecendo informações sobre tendências gerais, como:

    • quais tipos de ataques estão se tornando mais (ou menos) frequentes;
    • quais tipos de ataques são mais caros para as vítimas;
    • que novos tipos de agentes de ameaças estão surgindo e os ativos e empresas que eles visam;
    • quais práticas e tecnologias de segurança que se mostraram mais (ou menos) bem-sucedidas em interromper ou mitigar esses ataques.

    Ele também pode permitir que grupos de segurança avaliem se uma ameaça emergente provavelmente afetará a empresa com base em fatores como:

    • Indústria — A ameaça está afetando outros negócios em nossa vertical?
    • Tecnologia — A ameaça envolve o comprometimento de software, hardware ou outras tecnologias usadas em nosso negócio?
    • Geografia — A ameaça tem como alvo instalações nas regiões onde temos operações?
    • Método de ataque — Os métodos usados ​​no ataque, incluindo engenharia social e métodos técnicos, foram usados ​​com sucesso contra nossa empresa ou similares?

    Com esses tipos de inteligência, reunidos de um amplo conjunto de fontes de dados externas, os tomadores de decisões de segurança obtêm uma visão holística do cenário de risco cibernético e dos maiores riscos.

    Reduz os riscos que vêm de terceiros

    Inúmeras organizações estão transformando a maneira como fazem negócios por meio de processos digitais. Elas estão movendo dados de redes internas para a nuvem e coletando mais informações do que nunca.

    Tornar os dados mais fáceis de coletar, armazenar e analisar certamente está mudando muitos setores para melhor, mas esse fluxo livre de informações tem um preço. 

    Isso significa que, para avaliar o risco de nossa própria organização, também devemos considerar a segurança de nossos parceiros, fornecedores e outros terceiros.

    Infelizmente, muitas das práticas de gerenciamento de risco de terceiros mais comuns empregadas hoje estão atrasadas em relação aos requisitos de segurança. 

    Avaliações estáticas, como auditorias financeiras e verificações de certificados de segurança, ainda são importantes, mas geralmente carecem de contexto e nem sempre são oportunas. Há uma necessidade de uma solução que ofereça contexto em tempo real no cenário real de ameaças.

    A inteligência de ameaças é uma maneira de fazer exatamente isso. Essa estratégia pode fornecer transparência nos ambientes dos terceiros com os quais você trabalha. Isso fornecendo alertas em tempo real sobre ameaças e alterações em seus riscos.

    Como o tema da inteligência de ameaças está sendo tratado na sua empresa? Aprofunde-se mais neste conceito baixando o eBook que acabamos de lançar!

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  • Tipos de inteligência de ameaças: qual implementar em sua empresa?

    Estamos tratando da inteligência de ameaças em uma série de posts aqui no blog. Anteriormente, falamos sobre o funcionamento dessa estratégia; apontamos o ciclo a ser percorrido para alcançá-la.

    Hoje vamos te ajudar a refletir sobre os diferentes tipos de inteligência de ameaças. Você vai ver que cada um deles responde a um objetivo, ou a uma realidade empresarial em termos de segurança da informação.

    Acompanhe! 

    3 tipos de inteligência de ameaças

    A inteligência de ameaças geralmente é dividida em três subcategorias:

    • Estratégica — tendências mais amplas normalmente destinadas a um público não técnico;
    • Tática — esboços das táticas, técnicas e procedimentos dos agentes de ameaças para um público mais técnico;
    • Operacional — detalhes técnicos sobre ataques e campanhas específicas.

    Confira, a seguir, um detalhamento de cada uma dessas subcategorias!

    1. Inteligência estratégica de ameaças

    A inteligência estratégica de ameaças fornece uma ampla visão geral do cenário de ameaças da organização. Destina-se a informar decisões de alto nível tomadas por executivos e outros tomadores de decisão em uma organização — como tal, o conteúdo geralmente é menos técnico e é apresentado por meio de relatórios ou briefings. 

    Uma boa inteligência estratégica deve fornecer informações sobre áreas como os riscos associados a certas linhas de ação, padrões amplos nas táticas e alvos dos atores de ameaças e eventos e tendências geopolíticas.

    As fontes comuns de informação para inteligência estratégica de ameaças incluem:

    • documentos de política de estados-nação ou organizações não governamentais;
    • notícias da mídia local e nacional, publicações específicas do setor e do assunto ou outros especialistas no assunto;
    • white papers, relatórios de pesquisa e outros conteúdos produzidos por organizações de segurança.

    A produção de uma forte inteligência estratégica contra ameaças começa com perguntas específicas e focadas para definir os requisitos de inteligência. Também são necessários analistas com experiência fora das habilidades típicas de segurança cibernética — em particular, um forte entendimento de conceitos sociopolíticos e de negócios.

    Embora o produto final não seja técnico, a produção de inteligência estratégica eficaz exige uma pesquisa profunda por meio de grandes volumes de dados, geralmente em vários idiomas. 

    Isso pode tornar a coleta inicial e o processamento de dados muito difíceis de serem executados manualmente, mesmo para aqueles analistas raros que possuem as habilidades linguísticas certas, formação técnica e habilidade. 

    Logo, uma solução de inteligência de ameaças que automatiza a coleta e o processamento de dados ajuda a reduzir essa carga e permite que analistas que não têm tanta experiência trabalhem com mais eficiência.

    2. Inteligência tática de ameaças

    A inteligência tática de ameaças descreve as táticas, técnicas e procedimentos dos agentes de ameaças. Deve ajudar os defensores a entender, em termos específicos, como sua organização pode ser atacada e as melhores maneiras de se defender ou mitigar esses ataques. 

    Geralmente, ela inclui contexto técnico e é usada por pessoal diretamente envolvido na defesa de uma organização, como arquitetos de sistemas, administradores e equipe de segurança.

    Os relatórios produzidos por fornecedores de segurança geralmente são a maneira mais fácil de obter inteligência tática sobre ameaças. 

    Recomenda-se a procura ativa de informações em relatórios sobre os vetores de ataque, ferramentas e infraestrutura que os invasores estão usando. Incluindo detalhes sobre quais vulnerabilidades estão sendo direcionadas e quais explorações os invasores estão aproveitando, bem como quais estratégias e ferramentas eles podem estar usando para evitar ou atrasar detecção.

    3. Inteligência de ameaças operacionais

    A inteligência operacional é o conhecimento sobre ataques cibernéticos, eventos ou campanhas. Ela fornece insights especializados que ajudam as equipes de resposta a incidentes a entender a natureza, a intenção e o momento de ataques específicos.

    Como isso geralmente inclui informações técnicas — como qual vetor de ataque está sendo usado, quais vulnerabilidades estão sendo exploradas ou quais domínios de comando e controle estão sendo empregados — esse tipo de inteligência também é chamado de inteligência técnica de ameaças. 

    Uma fonte comum de informações técnicas são os feeds de dados de ameaças, que geralmente se concentram em um único tipo de indicador, como hashes de malware ou domínios suspeitos.

    Mas se a inteligência técnica de ameaças é estritamente pensada como derivada de informações técnicas, como feeds de dados de ameaças, inteligência de ameaças técnica e operacional não são totalmente sinônimos — mais como um diagrama de Venn com grandes sobreposições. 

    Outras fontes de informação sobre ataques específicos podem vir de fontes fechadas, como a interceptação de comunicações de grupos de ameaças, seja por meio de infiltração ou invasão desses canais de comunicação.

    Consequentemente, existem algumas barreiras para coletar esse tipo de inteligência:

    • Acesso — Os grupos de ameaças podem se comunicar por canais privados e criptografados ou exigir alguma prova de identificação. Existem também barreiras linguísticas com grupos de ameaças localizados em países estrangeiros.
    • Ruído — Pode ser difícil ou impossível reunir manualmente uma boa inteligência de fontes de alto volume, como salas de bate-papo e mídias sociais.
    • Ofuscação — Para evitar a detecção, os grupos de ameaças podem empregar táticas de ofuscação, como o uso de codinomes.

    As soluções de inteligência contra ameaças que dependem de processos de aprendizado de máquina para coleta automatizada de dados em grande escala podem superar muitos desses problemas ao tentar desenvolver inteligência operacional eficaz contra ameaças. 

    Uma solução que usa processamento de linguagem natural, por exemplo, poderá coletar informações de fontes de idiomas estrangeiros sem precisar de conhecimento humano para decifrá-las.

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  • Inteligência de Ameaças: em termos práticos, como ela funciona?

    Como a inteligência de ameaças cibernéticas é produzida? De que forma ela funciona no dia a dia das empresas? Quais vantagens as organizações que a potencializam têm mais chances de obter, na comparação com seus pares que ainda não chegaram lá?

    Em nossa série de artigos sobre o tema, buscamos levar você a entender por que esse conceito é fundamental. Por isso, agora vamos tentar responder a esses questionamentos. Confira! 

    → Talvez você queira uma introdução ao conceito de inteligência de ameaças. Neste caso, leia antes este artigo: 

    As seis fases do ciclo da Inteligência de Ameaças

    A inteligência contra ameaças cibernéticas é o produto final que sai de um ciclo de seis partes de coleta, processamento e análise de dados. Esse processo é um ciclo, pois novas questões e lacunas de conhecimento são identificadas durante o desenvolvimento da inteligência, levando à definição de novos requisitos de coleta. 

    Neste sentido, um programa de inteligência eficaz é iterativo, tornando-se mais refinado ao longo do tempo.

    Para maximizar o valor da inteligência de ameaças que você produz, é fundamental identificar seus casos de uso e definir objetivos antes de fazer qualquer outra coisa. Acompanhe nos tópicos que seguem!

    1. Planejamento e direção

    O primeiro passo para produzir inteligência de ameaças acionável é fazer os questionamentos certos.

    As perguntas que melhor impulsionam a criação de inteligência de ameaças acionável concentram-se em um único fato, evento ou atividade — perguntas amplas e abertas geralmente devem ser evitadas.

    Priorize seus objetivos de inteligência com base em fatores como o quão próximo eles aderem aos valores centrais de sua organização, quão grande será o impacto que a decisão resultante terá e quão sensível é a decisão.

    Um importante fator orientador neste estágio é entender quem consumirá e se beneficiará do produto final. 

    É preciso perguntar e responder: 

    • A inteligência irá para uma equipe de analistas com experiência técnica que precisa de um relatório rápido sobre uma nova exploração? 
    • Ou para um executivo que está procurando uma ampla visão geral das tendências para informar suas decisões de investimento em segurança para o próximo trimestre?

    2. Coleta

    A próxima etapa é coletar dados brutos que atendam aos requisitos definidos no primeiro estágio. É melhor coletar ativos informacionais de uma ampla variedade de fontes — internas, como logs de eventos de rede e registros de respostas a incidentes anteriores; e externas da web aberta, da dark web e de fontes técnicas.

    Os dados de ameaças geralmente são considerados listas de IoCs, como endereços IP maliciosos, domínios e hashes de arquivos. Mas também podem incluir informações de vulnerabilidade, como informações de identificação pessoal de clientes, código bruto de sites colados e texto de notícias fontes ou redes sociais.

    3. Processamento

    Depois que todos os dados brutos foram coletados, você precisa classificá-los, organizando-os com tags de metadados e filtrando informações redundantes ou falsos positivos e negativos.

    Hoje, até mesmo as pequenas organizações coletam dados na ordem de milhões de eventos de log e centenas de milhares de indicadores todos os dias. É demais para os analistas humanos processarem com eficiência — a coleta e o processamento de dados precisam ser automatizados para começar a fazer sentido.

    Soluções como SIEMs são um bom ponto de partida porque facilitam relativamente a estruturação de dados com regras de correlação que podem ser configuradas para alguns casos de uso diferentes, mas só podem receber um número limitado de tipos de dados.

    Se você estiver coletando dados não estruturados de muitas fontes internas e externas diferentes, precisará de uma solução mais robusta. 

    4. Análise

    O próximo passo é entender os dados processados. O objetivo da análise é procurar possíveis problemas de segurança e notificar as equipes relevantes em um formato que atenda aos requisitos de inteligência descritos na etapa de planejamento e direção.

    A inteligência de ameaças pode assumir muitas formas, dependendo dos objetivos iniciais e do público-alvo. Mas a ideia é colocar os ativos informacionais em um formato que o público entenda, o que pode variar de simples listas de ameaças a relatórios revisados ​​por pares.

    5. Divulgação

    O produto acabado é então distribuído aos seus consumidores pretendidos. Para que a inteligência de ameaças seja acionável, ela precisa chegar às pessoas certas no momento certo.

    Também precisa ser rastreável, para que haja continuidade entre um ciclo de inteligência e o próximo. Dessa forma, o aprendizado não será perdido. 

    Recomenda-se o uso de sistemas de tíquetes que se integram com seus outros sistemas de segurança para rastrear cada etapa do ciclo de inteligência — cada vez que uma nova solicitação de inteligência surge, os tíquetes podem ser enviados, escritos, revisados ​​e preenchidos por várias pessoas em diferentes equipes.

    6. Comentários

    A etapa final é quando o ciclo de inteligência se completa, tornando-o intimamente relacionado à fase inicial de planejamento e direção. 

    Após receber o produto de inteligência finalizado, quem fez a solicitação inicial o analisa e determina se suas dúvidas foram respondidas. Isso impulsiona os objetivos e procedimentos do próximo ciclo de inteligência, tornando a documentação e a continuidade essenciais.

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  • Inteligência de Ameaças: por que sua empresa precisa ampliá-la?

    Num cenário em que os ciberataques escalam freneticamente, organizações preparadas evitam prejuízos financeiros e de imagem.

    Recentemente, a Agência de Cibersegurança e Infraestrutura dos Estados Unidos divulgou mais de 60 novas brechas que governos e empresas precisam fechar para evitar ciberataques. Isso porque em 2021 detectou-se um aumento exponencial de invasões e sequestros de dados, principalmente em sistemas ligados à internet.

    As preocupações do órgão ligado à defesa da maior potência global estão em linha com o que os noticiários apontam dia após dia: companhias de todos os portes e nos mais variados segmentos são vítimas de fraudes em sistemas e dados sensíveis, o que gera prejuízos financeiros e de imagem.

    Tanto é que 8 em cada 10 empresas brasileiras preveem aumentar seus investimentos para defesa de informações, segundo estudo da PwC. Na prática, o que elas estão fazendo é aumentar sua Inteligência de Ameaças que, em síntese, diz respeito lidar de maneira metódica contra a iminência de ataques a que estão constantemente submetidas.

    Para a Gartner, maior firma de pesquisa e consultoria em Tecnologia da Informação (TI) do mundo, a Inteligência de Ameaças “é o conhecimento baseado em evidências, incluindo contexto, mecanismos, indicadores, implicações e conselhos orientados para a ação sobre uma ameaça ou perigo existente ou emergente aos ativos”. 

    Ou seja, uma empresa que investe em Inteligência de Ameaças trabalha para prevenir ou mitigar ataques aos seus dados. Faz isso a partir do contexto: quem está atacando — ou pode vir a atacar —, quais são suas motivações e recursos, e quais indicadores de comprometimento nos sistemas devem ser realizados.

    Tipos de Inteligência de Ameaças

    Como estratégia, mas também como arcabouço tecnológico que dê conta de instalá-la, a Inteligência de Ameaças pode ser dividida em três tipos:

    1. Inteligência estratégica de ameaças: fornece uma ampla visão geral do cenário de ameaças da organização; destina-se a informar decisões de alto nível tomadas por executivos — como tal, o conteúdo geralmente é menos técnico e é apresentado por meio de relatórios ou briefings.
    2. Inteligência tática de ameaças: descreve as táticas, técnicas e procedimentos dos agentes de ameaças; deve ajudar os defensores a entender, em termos específicos, como a empresa pode ser atacada e as melhores maneiras de se defender ou mitigar esses ataques. 
    3. Inteligência de ameaças operacionais: é o conhecimento sobre ataques cibernéticos, eventos ou campanhas; fornece insights especializados que ajudam as equipes de resposta a incidentes a entender a natureza, a intenção e o momento de ataques específicos.

    Inteligência de Ameaças é abordagem especializada

    Engana-se, no entanto, quem pensa que é possível ampliar a inteligência de ameaças sem colaboração externa. 

    Pelo contrário, é preciso contar com ajuda especializada para levantar vulnerabilidades, encontrar brechas ou limitações e traçar um plano estratégico de prevenção, contenção de danos ou restabelecimento — no caso de um ataque concretizado.

    Quais são as vulnerabilidades da sua empresa em termos de cibersegurança? Em que grau, redes, sistemas e informações organizacionais estão protegidos hoje? 

    → Aprofunde-se mais no tema da Inteligência de Ameaças baixando este eBook totalmente gratuito:

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  • Inteligência de Ameaças: por que essa estratégia é importante

    A inteligência de ameaças é o conhecimento que permite prevenir ou mitigar ataques aos dados corporativos. Enraizada em dados, ela fornece contexto: quem está atacando, quais são suas motivações e recursos e quais indicadores de comprometimento devem ser procurados nas aplicações.

    E essa contextualização ajuda os gestores de Tecnologia da Informação (TI) a tomar decisões informadas sobre a segurança da informação. Isso sempre tendo em perspectiva que as tecnologias digitais estão no centro de quase todos os setores hoje. 

    Na prática, é preciso ter consciência de que a automação e a maior conectividade que eles oferecem revolucionaram as organizações, mas também trazem riscos. 

    Sobre isso vamos te ajudar a refletir ao longo deste artigo. Continue lendo para entender o que é e por que investir em inteligência de ameaças!

    Por que a inteligência de ameaças é importante?

    Hoje, o ecossistema de segurança cibernética enfrenta vários desafios: atores de ameaças cada vez mais persistentes e desonestos; uma enxurrada diária de dados cheios de informações estranhas e alarmes falsos em vários sistemas interconectados e uma séria escassez de profissionais qualificados.

    Algumas organizações tentam incorporar feeds de dados de ameaças em sua rede, mas não sabem o que fazer com bases cada vez maiores. Dessa forma, aumentam a carga dos analistas que nem sempre têm as ferramentas para decidir o que priorizar e o que ignorar.

    Por isso, a inteligência de ameaças é muito importante. 

    Ela, segundo a Gartner, “é o conhecimento baseado em evidências, incluindo contexto, mecanismos, indicadores, implicações e conselhos orientados para a ação sobre uma ameaça ou perigo existente ou emergente aos ativos”.  E mais: “essa inteligência pode ser usada para informar decisões sobre a resposta do sujeito a essa ameaça ou perigo”. 

    Do ponto de vista ferramental, uma solução de inteligência de ameaças cibernéticas pode resolver cada um desses problemas. Normalmente, usando aprendizado de máquina para: 

    • automatizar a coleta e o processamento de dados;
    • integrar-se às soluções existentes;
    • receber dados não estruturados de fontes diferentes;
    • e conectar os pontos fornecendo contexto sobre indicadores de comprometimento e táticas, técnicas e procedimento de agentes de ameaças.

    Em suma, a inteligência de ameaças é acionável: oportuna, fornece contexto e pode ser compreendida pelas pessoas encarregadas de tomar decisões para proteger sistemas e ativos informacionais.

    Quem pode se beneficiar da inteligência de ameaças?

    A inteligência de ameaças cibernéticas é amplamente imaginada como domínio de analistas de elite. No entanto, ela agrega valor em todas as funções de segurança para organizações de todos os tamanhos.

    Há empresas que tratam a inteligência de ameaças como uma função separada dentro de um paradigma mais amplo. Isso, em vez de um componente essencial que aumenta todas as outras funções, faz com que muitas das pessoas que mais se beneficiariam com essa estratégia não tenham acesso a ela.

    As equipes de operações de segurança normalmente não conseguem processar os alertas que recebem — a inteligência contra ameaças se integra às soluções de segurança que você já usa, ajudando a priorizar e filtrar automaticamente alertas e outras ameaças. 

    Os times de gerenciamento de vulnerabilidades podem priorizar com mais precisão as vulnerabilidades mais importantes com acesso aos insights e contextos externos fornecidos pela inteligência de ameaças. 

    E a prevenção de fraudes, a análise de risco e outros processos de segurança de alto nível são enriquecidos pela compreensão do cenário de ameaças atual que a inteligência de ameaças fornece. Incluindo insights importantes sobre os agentes de ameaças, suas táticas, técnicas e procedimentos e muito mais.

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  • BitDefender: por que escolhê-la em sua estratégia de cibersegurança

    As estratégias de cibersegurança das empresas precisam evoluir no mesmo ritmo com que suas operações se adaptam à transformação digital. Isso porque o número de incidentes e fraudes não para de crescer, em todo o mundo.

    Para se ter uma ideia, malwares que roubam dados afetaram mais de 5% das organizações no Brasil somente em agosto de 2021, segundo estudo da Check Point Research. Em nível global, as perdas causadas por ransomwares chegaram à casa dos 20 bilhões de dólares no último ano. 

    Logo, é fundamental contar com soluções e serviços de proteção de dados. E uma das empresas que mais se destacam neste tipo de solução é a BitDefender — parceira da Flexa Cloud no Brasil —, sobre a qual vamos falar ao longo deste artigo! 

    O que é BitDefender?

    BitDefender é uma empresa romena de software antivírus e de segurança cibernética fundada em 2001. Desenvolve e vende soluções de antivírus, bem como outros produtos e serviços de segurança cibernética.

    Atualmente, a BitDefender possui aproximadamente 500 milhões de usuários em todo o mundo. Em agosto de 2017, o antivírus Bitdefender foi classificado em nono globalmente entre outros aplicativos anti-malware baseados no Windows.

    O Bitdefender GravityZone for Enterprise Security é um kit de auto configuração que pode ser implantado do datacenter para a nuvem. Este software pode ser usado para proteger uma variedade de endpoints, incluindo PCs físicos, servidores virtuais e opções baseadas em nuvem. 

    O software antivírus Bitdefender usa uma rede de dados de malware para se manter atualizado. Para pequenas e médias empresas, o antivírus Bitdefender oferece a solução Bitdefender GravityZone Business Security, que fornece recursos que incluem segurança de endpoint, opções de gerenciamento, anti-exploit, inspetor de processo e outras opções. 

    Por que escolher o Bitdefender Antivirus?

    Existem muitas soluções de TI populares que podem fornecer proteção antivírus às empresas. No entanto, uma rápida pesquisa online revela a razão pela qual tantas empresas optaram por trabalhar com o antivírus Bitdefender. 

    A empresa fornece pontuações consistentemente altas de detecção de antivírus e, além do monitoramento de antivírus, também oferece outros serviços. 

    Controle de dispositivos, filtragem da web, proteção de troca de e-mail, detecção de intrusão e suporte gratuito 24 horas são apenas algumas das vantagens. Suporte de máquina virtual, balanceamento de carga e compatibilidade com serviços estratégicos,

    Como a Flexa Cloud pode ajudar?

    A Flexa Cloud representa a BitDefender no Brasil, fornecendo soluções da empresa e prestando suporte aos clientes. 

    Nosso time de profissionais altamente qualificados está preparado para mergulhar nos desafios de proteção de dados da sua empresa, implementar a solução BitDefender ideal e prestar suporte adequado.

    Como sua empresa tem lidado com os desafios de cibersegurança? Quer conhecer as soluções BitDefender? Fale conosco agora mesmo!